Para o petista, qualquer processo contra o ex-presidente venezuelano precisa ocorrer em seu próprio território, sem interferênciasPara o petista, qualquer processo contra o ex-presidente venezuelano precisa ocorrer em seu próprio território, sem interferências

Lula diz que Maduro deve ser julgado na Venezuela, não nos EUA

2026/02/21 00:11
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta 6ª feira (20.fev.2026) que Nicolás Maduro deve ser julgado na Venezuela, e não nos Estados Unidos, como pretende o governo norte-americano. A declaração foi dada em entrevista ao canal indiano India Today, em Nova Délhi, onde Lula participa de agenda diplomática.

Lula declarou que “não há explicação para isso” e que a captura de um presidente por outro país “não é aceitável”. Afirmou que, se houver julgamento, ele precisa ocorrer “em seu próprio país, e não no exterior”.

A ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela começou em 3 de janeiro, com Maduro sendo capturado em Caracas. Ele e sua esposa, Cilia Flores, foram levados para Nova York, onde seguem presos e enfrentam acusações relacionadas a tráfico de drogas.

“Se Maduro tiver de ser julgado, ele deve ser julgado no seu país, e não no estrangeiro”, disse Lula na entrevista.

Para o petista, o interesse central, neste momento, é “restabelecer a democracia” e consolidar o processo democrático venezuelano. Segundo ele, “o problema da Venezuela tem de ser resolvido pelo povo da Venezuela, e não por interferência estrangeira”.

O presidente mencionou o histórico de golpes militares na América Latina nas décadas de 1960 e 1970. Citou Chile, Argentina, Uruguai e Brasil. Declarou que, naquele período, embaixadas norte-americanas tiveram influência política na região e que não houve tradição de desmilitarização.

Questionado sobre eventuais ameaças a outros países, como Cuba ou Colômbia, afirmou que o Brasil “não quer confronto com os Estados Unidos nem com qualquer outro país”. Disse que o objetivo é manter relações “de forma civilizada”, com respeito à soberania e à cultura de cada nação.

A posição difere da adotada pelo presidente dos EUA, Donald Trump (partido Republicano). Lula afirmou, no entanto, que pretende conversar pessoalmente com o norte-americano. Disse que quer “olho no olho” para tratar de tarifas, combate ao crime organizado e tráfico de drogas.

O Brasil tem formalmente condenado a ação na Venezuela. Além de romper com o alinhamento diplomático brasileiro, há preocupação de que a situação reverbere politicamente, favorecendo líderes ou projetos internos mais alinhados à agenda americana.

Por isso, o governo brasileiro adota uma postura de condenação cautelosa à ofensiva dos Estados Unidos. Reafirma os princípios como soberania, não intervenção e respeito ao direito internacional, mas evita uma escalada retórica.

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