Deputado Cabo Gilberto (Podemos-MG), líder da oposição, enviou requerimento à PF e ao MJSP pedindo informações detalhadas sobre a morteDeputado Cabo Gilberto (Podemos-MG), líder da oposição, enviou requerimento à PF e ao MJSP pedindo informações detalhadas sobre a morte

Viana diz que suicídio de Sicário parece “queima de arquivo”

2026/03/05 23:28
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O senador Carlos Viana (Podemos-MG) disse nesta 5ª feira (5.mar.2026) que a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, testemunha-chave do caso Master, parece “queima de arquivo”. Sicário, como Mourão é conhecido, cometeu suicídio enquanto estava sob custódia da PF (Polícia Federal) em Belo Horizonte.

“Uma pessoa que está ali sob a custódia do Estado, que tem toda uma quantidade de informações a revelar sobre os novos escândalos financeiros que hoje o Brasil começa a conhecer e também políticos, essa pessoa acaba se matando. Isso precisa ser acompanhado de perto porque nos parece, em primeiro momento, a possibilidade até de uma queima de arquivo”, afirmou, em entrevista à CNN Brasil.

Viana enviou um ofício ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, solicitando:

  • Relatório circunstanciado do ocorrido, com descrição cronológica dos fatos que antecederam a morte do custodiado;
  • Identificação da unidade da Polícia Federal onde o investigado se encontrava custodiado e das autoridades responsáveis pela custódia no momento do ocorrido;
  • Informações sobre os protocolos de vigilância e monitoramento do local, incluindo eventual existência de sistema de câmeras e registros disponíveis;
  • Registro da última verificação realizada pelos agentes responsáveis antes de constatação da morte;
  • Informações preliminares constantes de eventual laudo pericial ou exame realizado pelas autoridades competentes;
  • Providências administrativas e investigativas já adotadas pela Polícia Federal para a completa apuração dos fatos.

Eis a íntegra (PDF – 107 kB)

O senador disse que também enviará um ofício ao Ministério da Justiça “para que seja feito um acompanhamento severo de toda a investigação, para que a gente possa esclarecer de fato tudo o que aconteceu nessa morte”.

O deputado Cabo Gilberto (PL-PB), líder da oposição na Câmara, enviou requerimento à PF e ao MJSP (Ministério da Justiça e. Segurança Pública) pedindo informações detalhadas acerca da morte de Mourão. Eis a íntegra (PDF – 98 kB).

Sicário foi preso pela Polícia Federal na manhã de 4ª feira (4.mar.2026), durante a 3ª fase da operação Compliance Zero.

Em nota divulgada às 16h55 e atualizada às 17h14, a Polícia Federal informou que Mourão havia tentado se matar enquanto estava preso. Afirmou que policiais federais tentaram reanimá-lo e acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que o levou ao Hospital João 23, no centro de BH. Na nota, a corporação não informou em quais circunstâncias o preso foi encontrado por agentes nem o que aconteceu.

Luiz Phillipi Mourão integrava o “núcleo de intimidação” de adversários e opositores de Vorcaro, segundo a Polícia Federal. Na decisão que autorizou a operação de 4ª feira (4.mar), o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, cita duas conversas entre ele e o banqueiro que podem ser interpretadas como intimidação:

  • ameaça contra jornalista – Vorcaro fala sobre Lauro Jardim, que trabalha no jornal O Globo, e afirma que “tinha que colocar gente seguindo esse cara pra pegar tudo dele”. O Sicário responde: “Vou fazer isto.” Depois, o banqueiro declara ter vontade de “dar um pau” no profissional; 
  • ameaça contra empregada – em outra conversa, Vorcaro diz ter sido ameaçado por uma empregada e afirma que “tem que moer essa vagabunda”. O Sicário pergunta o que é para fazer. O banqueiro então diz: “Puxa endereço tudo”.
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