A Blockstream alcançou um marco histórico na preparação da infraestrutura do Bitcoin contra ataques cibernéticos do futuro, conforme divulgação na terça-feira  A Blockstream alcançou um marco histórico na preparação da infraestrutura do Bitcoin contra ataques cibernéticos do futuro, conforme divulgação na terça-feira

Blockstream testa proteção pós-quântica no Bitcoin com sucesso na rede Liquid

2026/03/08 10:33
Leu 3 min
Para enviar feedbacks ou expressar preocupações a respeito deste conteúdo, contate-nos em [email protected]

 A Blockstream alcançou um marco histórico na preparação da infraestrutura do Bitcoin contra ataques cibernéticos do futuro, conforme divulgação na terça-feira (3). A equipe de pesquisa da companhia implementou a verificação de assinaturas pós-quânticas na rede Liquid.
A iniciativa utiliza a linguagem de contratos inteligentes Simplicity para proteger o saldo dos usuários contra o avanço agressivo da computação quântica.
O anúncio marca a primeira vez que uma sidechain do Bitcoin registra transações com um esquema de segurança pós-quântico em um ambiente de produção.
O sistema garante a blindagem de moedas digitais com valor real na rede principal da Liquid, com suporte pleno para o Bitcoin em sua versão espelhada (LBTC), moedas estáveis e valores mobiliários em formato de token.
A importância da proteção para o futuro do ecossistema
As redes de criptomoedas atuais dependem de métodos de assinaturas clássicas para validar a posse de fundos. Um computador quântico com capacidade real de quebra de criptografia poderia fraudar essas travas no futuro.
Máquinas com esse nível de poder e de estabilidade ainda não existem, mas a criação de defesas atua como um trabalho de infraestrutura crítico para evitar crises e roubos em massa no longo prazo.
O método tradicional para adicionar essa camada de proteção exigiria mudanças lentas no protocolo de consenso de toda a rede, com a necessidade de aprovação da maioria dos participantes.
A linguagem Simplicity ofereceu um atalho eficiente para a Blockstream e os desenvolvedores criaram um verificador baseado em hash, batizado de SHRINCS, sem a necessidade de alterar as regras de funcionamento da rede Liquid.
A ferramenta permite a adesão voluntária dos investidores e um usuário em busca de proteção máxima tem a opção de travar seus ativos em um contrato que exige assinaturas pós-quânticas para a liberação de qualquer gasto financeiro.
Em um aceno histórico à cultura cypherpunk, a equipe preencheu o espaço de dados extra exigido no bloco dessas transações com o texto original do whitepaper do Bitcoin.
Limitações da tecnologia e os próximos passos
A inovação garante a trava segura na ponta do usuário, mas não torna a rede Liquid imune a ataques quânticos em sua estrutura central. Componentes vitais do sistema, como o protocolo de consenso de blocos, o mecanismo de lastro com o Bitcoin original e a ocultação de ativos confidenciais, ainda operam sob a segurança da criptografia clássica.
A Blockstream classifica o verificador atual como um bloco de construção inicial em direção a uma solução irrestrita. O projeto possui formato de código aberto e exige auditorias rigorosas, mas a biblioteca de acesso já se encontra à disposição de programadores de carteiras digitais no repositório GitHub da companhia.
O esforço na rede Liquid funciona como um campo de testes prático e de alto valor para o próprio Bitcoin. A experiência atesta  

Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail [email protected] para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.