Os mercados financeiros começaram a semana sob forte tensão após a escalada do conflito envolvendo o Irã afetar o transporte global de petróleo. Na última segunOs mercados financeiros começaram a semana sob forte tensão após a escalada do conflito envolvendo o Irã afetar o transporte global de petróleo. Na última segun

Semana em 5 minutos: Petróleo e conflito no Oriente Médio movimentam os mercados

2026/03/14 06:08
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Os mercados financeiros começaram a semana sob forte tensão após a escalada do conflito envolvendo o Irã afetar o transporte global de petróleo. Na última segunda-feira (9), o barril Brent superou US$ 100, enquanto o Estreito de Ormuz foi fechado para navegação.

Autoridades dos Estados Unidos afirmaram que poderiam escoltar navios petroleiros para restabelecer o fluxo normal na região. Posteriormente, uma declaração de Donald Trump de que o conflito com o Irã estaria próximo do fim reduziu parte das tensões. Com isso, a cotação recuou de US$ 113 para cerca de US$ 86.

Ao longo da semana, entretanto, ganhou força entre analistas a avaliação de que a normalização do fluxo de petróleo pode levar mais tempo. Alguns países do Golfo Pérsico já registram reduções forçadas na produção, após a suspensão das exportações, já que o petróleo não pode ser armazenado indefinidamente.

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Países asiáticos, que dependem mais do petróleo da região, começaram a adotar medidas preventivas diante da possibilidade de restrições no abastecimento. Governos de Tailândia e Vietnã, por exemplo, anunciaram a retomada do trabalho remoto em parte das agências públicas para reduzir o consumo de energia.

No caso do Brasil, a alta do petróleo pode trazer efeitos mistos. O país é exportador líquido da commodity, o que tende a favorecer a balança comercial e pode ajudar na dinâmica do câmbio. Por outro lado, o aumento dos custos de energia começa a pressionar as expectativas de inflação.

Com o avanço do petróleo, investidores passaram a projetar um ritmo mais moderado de cortes da Selic em relação ao cenário esperado há poucas semanas.

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Brasil: Medidas sobre combustíveis e mudança na Fazenda

Diante da alta do petróleo, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel. A medida busca reduzir o impacto do aumento do preço do combustível e evitar uma possível paralisação de caminhoneiros.

O impacto fiscal da decisão é estimado em cerca de R$ 30 bilhões. Parte desse valor pode ser compensada com a criação de uma tributação de 12% sobre exportações de petróleo, que poderia gerar aproximadamente R$ 15 bilhões em arrecadação.

Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que deixará o cargo na próxima semana para disputar uma vaga no Senado por São Paulo. A tendência é que Dario Durigan, atual secretário-executivo da pasta, assuma o comando do ministério.

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Cenário eleitoral

Pesquisas recentes indicam equilíbrio nas intenções de voto para a próxima eleição presidencial. Levantamento da Meio/Ideia aponta empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em simulações de primeiro turno.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 47% das intenções de voto, contra 45% do adversário, diferença dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

No mesmo levantamento, a rejeição a Lula atinge 43,6%, acima da rejeição de Flávio Bolsonaro, de 34,5%.

Já a pesquisa Genial/Quaest aponta empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, com 41% das intenções de voto para cada candidato.

Indicadores econômicos

Os dados de atividade mostraram resultados acima das expectativas. As vendas no varejo cresceram 0,4% em janeiro, enquanto analistas esperavam queda de 0,1% em relação a dezembro.

O setor de serviços, que havia recuado 0,2% em dezembro, registrou alta de 0,3% em janeiro.

A inflação oficial, medida pelo IPCA, subiu 0,7% em fevereiro, acima da projeção de 0,65%. O índice acumula 3,81% em 12 meses, abaixo do teto da meta do Banco Central, de 4,5%. O grupo de serviços continuou pressionando o índice. O principal destaque foi o item Educação, que avançou 5,21% no mês.

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Na próxima semana, o Banco Central (BC) decide a taxa básica de juros (Selic). Após os dados recentes e o aumento do preço do petróleo, o mercado passou a projetar um corte menor na Selic, de 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa para 13% ao ano.

EUA: inflação segue em linha com expectativas

A inflação ao consumidor dos EUA, medida pelo Consumer Price Index (CPI), subiu 0,3% em fevereiro, em linha com as projeções do mercado. No acumulado de 12 meses, o índice permaneceu em 2,8%.

Outro indicador relevante é o Personal Consumption Expenditures (PCE), principal medida de inflação acompanhada pelo Federal Reserve (Fed). O índice registrou alta de 0,3% em janeiro, também em linha com as expectativas. A inflação anual recuou de 2,9% para 2,8%.

O núcleo do PCE, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia, subiu 3,1% no mês, mas desacelerou na comparação anual, passando de 2,9% para 2,7%.

PIB desacelera e mercado de trabalho surpreende

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 0,7% no quarto trimestre, abaixo da expectativa de 1,4%. No trimestre anterior, a economia havia crescido 4,4%.

Por outro lado, o relatório JOLTS, que mede o número de vagas de emprego em aberto, mostrou 6,94 milhões de postos disponíveis. O número ficou acima de dezembro, quando havia 6,55 milhões, e também superou a projeção de 6,76 milhões.

Petróleo: disparada do Brent reacende risco de recessão

O preço do petróleo tem sido um dos principais fatores de preocupação para a economia global. Desde 1973, aumentos superiores a 50% no preço do petróleo em menos de três meses foram seguidos por recessões globais. Episódios desse tipo ocorreram durante:

  • Embargo do petróleo de 1973;
  • Revolução Iraniana de 1979;
  • Guerra do Golfo em 1990;
  • Crise financeira global de 2008.

Desde janeiro, o barril do Brent, referência internacional, subiu de US$ 59 para US$ 99, avanço de aproximadamente 64%.

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Estreito de Ormuz no centro das atenções

A normalização da navegação no Estreito de Ormuz é considerada essencial para reduzir riscos ao abastecimento global de energia. Mesmo com superioridade militar dos EUA, garantir a segurança da navegação no local é considerado complexo devido a fatores geográficos e ao tipo de armamento que pode ser utilizado na região.

O canal navegável possui cerca de três quilômetros em cada direção e fica próximo à costa do Irã, o que facilita ataques com mísseis costeiros, drones, minas navais e embarcações rápidas. Esses equipamentos têm custo relativamente baixo e são difíceis de localizar, o que aumenta o risco para o transporte de petróleo.

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