A Vibra Energia propôs uma nova chapa para seu conselho de administração, refletindo menos influência da Previ na empresa e garantindo um assento para a Inpasa, a gigante do etanol de milho que já é dona de 10% da companhia.
A Previ, que tinha dois conselheiros no board, passará a ter apenas um, depois que o fundo de pensão reduziu sua participação na companhia nos últimos meses, de 10% do capital para 5,2%.
Outro conselheiro de saída é Nildemar Secches, o ex-CEO da Perdigão e ex-chairman da BRF, que estava no board desde sua primeira configuração, depois da privatização da antiga BR Distribuidora.
No lugar dos dois, entrarão Eder Lopes, o CEO da Inpasa e filho do fundador, José Odvar Lopes; e Flávia Bittencourt, a ex-CEO da Sephora no Brasil e hoje chefe da Adidas na América Latina.
Flávia também está nos conselhos da TIM Brasil e da RD Saúde, a dona das drogarias Raia e Drogasil, e já foi conselheira da BRF, Lojas Marisa e Oncoclínicas.
A indicação da executiva teve a ver com o desejo da Vibra de ter no board uma mulher com perfil executivo e experiência como CEO — além de trazer um histórico de varejo num momento em que a Vibra quer repensar o formato e a funcionalidade de suas lojas BR Mania.
A Inpasa, a maior produtora de etanol de milho do Brasil, começou a montar uma posição na Vibra em meados do ano passado. Hoje, já é a maior acionista da companhia junto com a Dynamo, que também tem 10% do capital.
Outros acionistas relevantes são o empresário Ronaldo Cezar Coelho, a Previ e o GIC, que têm cerca de 5% cada. Além disso, quatro gestores internacionais — Fidelity, Lazard, Capital e Blackrock — somados detêm por 15% do capital da Vibra.
A redução da participação da Previ coincidiu com a troca do presidente do fundo de pensão. A tese de fazer uma grande aposta na distribuidora era de João Fukunaga, que deixou o cargo em outubro. De lá para cá, a Previ reduziu sua posição depois que a nova gestão avaliou que a exposição era muito concentrada.
Continuam no conselho o chairman Sérgio Rial e os conselheiros Fábio Schvartsman, Walter Schalka, Mateus Bandeira e Cláudio Gonçalves, o representante da Previ que permaneceu.
A assembleia de acionistas que vai votar a nova chapa será em 15 de abril.
A Vibra vale R$ 35,5 bilhões na B3, com a ação subindo 84% nos últimos 12 meses.
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