Requerimentos não foram incluídos na pauta por critérios técnicos, segundo a presidênicia; Hilton nega disputas ideológicasRequerimentos não foram incluídos na pauta por critérios técnicos, segundo a presidênicia; Hilton nega disputas ideológicas

Oposição critica pauta em comissão presidida por Erika Hilton

2026/03/19 05:49
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A 1ª sessão da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara foi marcada por questionamentos em relação à pauta. Congressistas da oposição disseram que a escolha dos projetos estava enviesada a espectros políticos mais à esquerda.

A sessão começou tumultuada, reunindo público a favor e contra. Requerimentos apresentados por integrantes do colegiado não foram incluídos na pauta por critérios técnicos, segundo a presidência.

A presidente pediu que as deputadas se reunissem por 5 minutos e entrassem em consenso sobre os projetos que seriam discutidos. Deputados de direita reclamaram de gritos, vaias e uso de leques na plateia.

As congressistas foram à bancada da presidente para apresentar as divergências. Houve gritos. “Até agora, dentro e fora da Câmara, o debate está completamente contaminado. Sou a favor da vida e preciso defender”, disse a deputada Rosana Valle (PL-SP) ao Poder360.

Ao jornal digital, a deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP) disse que o intuito de Hilton é discutir acordos e votar apenas pautas de consenso, por ora. Segundo a congressista, a ideia é criar uma coordenação de trabalhos para buscar acordos antes das votações. A proposta, segundo a deputada do Psol, sofreu resistência de algumas congressistas, especialmente do PL.

Deputadas discordam da pauta

A presidente iniciou a votação do requerimento de alteração da ordem dos trabalhos. A mudança foi aprovada.

Em questão de ordem, Clarissa Tércio (PP-PE) e Fernanda Melchionna (Psol-RS) discordaram e gritaram. “Crime não é opinião”, disse Melchionna, referindo-se a manifestações transfóbicas que atribuiu a Tércio.

Os números são alarmantes: mais de 85% são de relatoria de apenas um espectro político, e 5 itens são de relatoria sua. Entendemos como autoritarismo da sua parte”, disse Tércio a Hilton.

A deputada Any Ortiz (Cidadania-RS) afirmou que “as mulheres biológicas que não rezam a cartilha são tratadas como escória”.

A deputada Carol Dartora (PT-PR) disse que Erika Hilton tem o direito de ocupar a cadeira de presidente e afirmou que é um contrassenso que homens peçam moções de aplauso para atos transfóbicos dentro da Comissão da Mulher.

Não é meu papel representar todas as mulheres, mas mulheres me elegeram. Vamos falar de todas as pautas. Não é meu desejo fazer disputas ideológicas. Não atribuam isso a mim”, disse Erika Hilton.

Primeira sessão

A deputada federal Erika Hilton foi eleita em 11 de março para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. É a 1ª congressista trans a comandar o colegiado na história do Congresso. A deputada do Psol recebeu 11 votos. A 1ª vice-presidência é de Laura Carneiro (PSD-RJ).

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