O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IE-Br) recuou 3,1 pontos de novembro para dezembro, chegando a 104,5 pontos, segundo informações da Fundação Getulio Vargas (FGV). Na métrica de médias móveis trimestrais, o IE-Br apresentou queda de 0,7 ponto.
Segundo a FGV, o recuo do indicador em dezembro foi influenciado pelos dois componentes que compõem o índice, com destaque para o componente de Mídia. Em dezembro, este índice caiu 3,2 pontos, para 107,8 pontos, contribuindo com impacto negativo de 2,8 pontos no resultado total do mês.
Já o componente de Expectativas, que é calculado a partir da dispersão das projeções de mercado para o câmbio e para o IPCA, recuou 1,6 ponto, para 89,2 pontos. A contribuição foi de menos 0,3 ponto no indicador geral.
De acordo com Anna Carolina Gouveia, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), o resultado consolida um nível de incerteza abaixo de 110 pontos por quatro meses consecutivos.
Na avaliação da economista, o comportamento do indicador ao longo de 2025 sinaliza uma redução gradual da incerteza econômica, refletindo fatores como a desaceleração recente da inflação, maior previsibilidade da política econômica doméstica e menor volatilidade no cenário internacional nos últimos meses.
Em 2026, fatores como as eleições presidenciais, a expectativa de desaceleração econômica e o debate sobre as contas públicas devem influenciar o nível de incerteza e mexer com os mercados financeiros.
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