A dívida bruta do governo geral pode chegar a 95,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2035 caso não sejam adotadas novas medidas para reforçar a arrecadação e cA dívida bruta do governo geral pode chegar a 95,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2035 caso não sejam adotadas novas medidas para reforçar a arrecadação e c

Dívida pública pode chegar a 95% do PIB com pagamento de precatórios, aponta Tesouro

A dívida bruta do governo geral pode chegar a 95,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2035 caso não sejam adotadas novas medidas para reforçar a arrecadação e conter gastos fora do arcabouço fiscal, cenário agravado pela retirada de parte dos precatórios dos limites fiscais estabelecidos.

Segundo o Relatório de Projeções Fiscais, divulgado pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (12), ao mesmo tempo em que a medida abriu espaço para gastos adicionais, elevou a trajetória da dívida pública.

  • Tem precatórios a receber? Saiba que possível sair da fila e transformar em dinheiro já. Clique aqui e simule a venda.

O relatório apresenta dois cenários. O primeiro considera apenas a legislação em vigor até o fim de novembro. O segundo, chamado de cenário de referência, inclui medidas aprovadas após esse período, como o corte linear de incentivos fiscais, além de um reforço adicional de receitas que ainda depende de decisões futuras.

A diferença entre os dois cenários, segundo o Tesouro, ilustra o tamanho do desafio que as próximas administrações enfrentarão para controlar o endividamento público nos próximos anos.

Exclusão de precatórios amplia gastos e endividamento

O relatório do Tesouro aponta ainda que a exclusão dos precatórios permite a ampliação de despesas discricionárias, como custeio da máquina pública e investimentos — despesas essas que não são obrigatórias por lei e podem ser ajustadas pelo governo a cada orçamento.

Ao mesmo tempo, o aumento desse espaço fiscal ocorre com elevação do endividamento. Mesmo que o governo consiga novas receitas para financiar esses gastos e cumprir as metas de resultado primário, a dívida segue em alta.

Nesse cenário, a dívida bruta se aproxima de 89% do PIB em 2032 e recua de forma limitada nos anos seguintes, atingindo 88% do PIB em 2035, segundo as projeções do Tesouro.

PEC dos Precatórios pesa sobre projeções do Tesouro

Em julho do ano passado, o governo projetava que a dívida bruta poderia se aproximar de 89% do PIB em 2035 caso não fossem adotadas medidas adicionais de arrecadação. Em um cenário alternativo, com ações para elevar receitas, o pico estimado era de 84,3% do PIB em 2028.

O novo relatório mostra uma deterioração significativa dessas projeções. Segundo o Tesouro, o principal fator para essa piora foi a aprovação da nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios.

A PEC foi promulgada em setembro de 2025 pelo Congresso Nacional, com a anuência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Regras da PEC dos Precatórios

A emenda constitucional retirou os precatórios da União do limite de gastos do arcabouço fiscal. Além disso, estabeleceu uma transição de dez anos para que essas despesas voltem a ser integralmente contabilizadas na meta de resultado primário, em um ritmo mínimo de incorporação de 10% ao ano.

Antes da aprovação da PEC, apenas parte dos precatórios estava fora das regras fiscais. Caso a mudança não tivesse ocorrido, essas despesas teriam que ser totalmente reincluídas a partir de 2027, o que reduziria fortemente o espaço para outras despesas, especialmente as obrigatórias.

  • Precatório parado não paga conta. Veja como transformar seu crédito em capital hoje: Simular venda de precatórios gratuitamente.

Efeitos sobre o limite de despesas

Para 2025, a PEC permitiu a incorporação de um valor adicional de R$ 12,4 bilhões ao limite de gastos. Esse montante permanece na base de cálculo das despesas nos anos seguintes.

Com a exclusão dos precatórios, o governo precisa recalcular o limite de despesas, descontando o que hoje é contabilizado na regra fiscal. Esse procedimento, considerado habitual pelo Tesouro, resulta em uma redução inicial de R$ 49,2 bilhões no limite de gastos de 2026.

Por outro lado, o teto sobe em função da incorporação do limite corrigido para 2025. Após todos os ajustes, a diminuição líquida do teto de despesas em 2026 é estimada em R$ 7 bilhões.

Apesar da redução formal do limite, a despesa total aumenta, já que mais de R$ 100 bilhões em gastos com sentenças judiciais passam a ficar fora do teto.

Crescimento dos precatórios supera o limite

Segundo o relatório, “a despeito do ajuste no limite de despesas, estima-se que as despesas com precatórios e RPVs (requisições de pequeno valor, sentenças de até 60 salários mínimos) crescerão, em média, 4,4% ao ano em termos reais, frente a uma taxa média de crescimento de 2,4% ao ano para o limite de despesas no mesmo período”.

O Tesouro destaca ainda que a exclusão dos precatórios gera “abertura de espaço fiscal” para despesas discricionárias, que anteriormente seriam comprimidas por esses pagamentos.

A projeção indica alguma redução dessas despesas, sem comprometer o funcionamento da administração pública.

Impacto na meta fiscal

Outro fator que acelera a expansão da dívida é a regra de incorporação gradual dos precatórios à meta fiscal. Durante a tramitação da PEC, integrantes da equipe econômica indicaram que a parcela dos precatórios já incluída na meta não seria excluída, e que a transição ocorreria apenas sobre os valores que estavam fora.

No entanto, nas simulações apresentadas no relatório, o Tesouro considerou uma exclusão maior de gastos da meta fiscal. A medida facilita o cumprimento das metas, mas pressiona a trajetória da dívida.

Segundo o documento, R$ 96,1 bilhões em precatórios ficarão fora da meta fiscal em 2027, acima dos R$ 57,8 bilhões excluídos em 2025.

Em 2028, o valor da excepcionalização sobe para R$ 98,7 bilhões, indicando que o crescimento dessas despesas tende a anular o esforço de incorporação adicional à meta. Nos anos seguintes, a exceção começa a recuar de forma gradual.

Cenário alternativo reduz pressão sobre a dívida

O Tesouro também simulou um cenário em que o governo decide incorporar os precatórios à meta fiscal de forma mais acelerada. Nesse exercício, 33% a mais dessas despesas seriam contabilizadas na regra a partir de 2027.

Nesse caso, a dívida bruta não ultrapassaria 87% do PIB ao longo do período analisado. Em 2035, o indicador encerraria em 85,2% do PIB.

O resultado mostra que o ritmo de incorporação dos precatórios à meta fiscal é um dos principais fatores para a trajetória futura da dívida pública.

  • Quem tem informação, lucra mais! Receba as melhores oportunidades de investimento direto no seu WhatsApp.

Dívida bruta do governo geral

A dívida bruta do governo geral inclui os passivos da União, dos estados e municípios e das estatais não financeiras, com exceção da Petrobras. De acordo com estimativa do Tesouro, a dívida encerrou 2025 em 79,3% do PIB.

Em estudos anteriores, o próprio órgão já considerou que níveis acima de 80% do PIB poderiam ser insustentáveis para um país com as características do Brasil, que apresenta juros reais mais elevados que outros países.

O post Dívida pública pode chegar a 95% do PIB com pagamento de precatórios, aponta Tesouro apareceu primeiro em Monitor do Mercado.

Oportunidade de mercado
Logo de PIBBLE
Cotação PIBBLE (PIB)
$0.000101
$0.000101$0.000101
+3.06%
USD
Gráfico de preço em tempo real de PIBBLE (PIB)
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail [email protected] para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.

Você também pode gostar

Licença Bancária da WLFI Enfrenta Suspensão Urgente Enquanto Warren Expõe Alarmante Conflito de Interesses de Trump

Licença Bancária da WLFI Enfrenta Suspensão Urgente Enquanto Warren Expõe Alarmante Conflito de Interesses de Trump

BitcoinWorld WLFI Bank Charter Enfrenta Suspensão Urgente Enquanto Warren Expõe Alarmante Conflito de Interesses de Trump WASHINGTON, D.C. – 15 de março de 2025 – Numa escalada dramática
Compartilhar
bitcoinworld2026/01/14 06:40
Previsão de Preço UNI: Meta de $5,85-$6,29 até Final de Janeiro de 2026

Previsão de Preço UNI: Meta de $5,85-$6,29 até Final de Janeiro de 2026

O artigo Previsão de Preço UNI: Mira $5,85-$6,29 até ao Final de Janeiro de 2026 foi publicado em BitcoinEthereumNews.com. Rebeca Moen 13 de Jan de 2026 13:37 Previsão de Preço UNI
Compartilhar
BitcoinEthereumNews2026/01/14 05:50
A Próxima História do Bitcoin de 2025

A Próxima História do Bitcoin de 2025

O post A Próxima História do Bitcoin de 2025 apareceu no BitcoinEthereumNews.com. Notícias Cripto 18 de setembro de 2025 | 07:39 A ascensão do Bitcoin de conceito obscuro a ativo global é o manual que todo investidor sério estuda minuciosamente, e ainda não terminou de ser escrito; o Bitcoin agora é negociado acima de $115.000, um lembrete de que as corridas que mudam vidas começam antes que a maioria das pessoas esteja sequer a observar. A questão que paira sobre este ciclo é simples: pode um novo concorrente comprimir essa trajetória, mais rápido, mais limpo, mais cedo, enquanto a janela ainda está aberta para aqueles dispostos a agir primeiro? Moedas ainda em pré-vendas são as que podem repetir esta história, e entre essas moedas, uma meme coin baseada na Blockchain Ethereum chama mais atenção, pois sua equipe parece determinada a causar impacto no mercado atual, fundindo cultura com ferramentas funcionais, com um design construído para recompensar os pioneiros em vez dos retardatários. Se está à procura da próxima oportunidade assimétrica, é aqui que momentum e mecânica se encontram, razão pela qual muitos traders discretamente marcam esta meme coin específica como a melhor criptomoeda para comprar agora num mercado lotado. Antes de mergulharmos mais fundo, faça uma rápida revisão do estudo de caso que toda mesa de cripto conhece de cor: como o Bitcoin foi de cerca de $0,0025 para mais de $100.000, e transformou uma experiência de nicho na história que ainda estabelece o padrão para tudo o que vem a seguir. Histórico de Preços do Bitcoin 2010-2025 Voltando aos princípios básicos: um estranho dinheiro da internet aparece em 2010 e depois, passo a passo, reconecta todo o mercado, a trajetória do Bitcoin de cerca de $0,0025 para mais de $100.000 é o estudo de caso que todas as mesas ainda citam porque prova que uma moeda pode mover todo o jogo. Em 2009, quase ninguém adivinhou o destino; lançado em 3 de janeiro de 2009, o Bitcoin ganhou um sinal de preço em 2010 quando a negociação da pizza avaliou o BTC perto de $0,0025, enquanto as cotações iniciais de câmbio viviam em frações de...
Compartilhar
BitcoinEthereumNews2025/09/18 12:41