Ibovespa recua com peso dos bancos e tensão geopolítica volta ao radarO Ibovespa manteve-se na defensiva ao longo desta terça-feira (13), operando em queda desdIbovespa recua com peso dos bancos e tensão geopolítica volta ao radarO Ibovespa manteve-se na defensiva ao longo desta terça-feira (13), operando em queda desd

Ibovespa recua com peso dos bancos e tensão geopolítica volta ao radar

2026/01/14 07:12

Ibovespa recua com peso dos bancos e tensão geopolítica volta ao radar

O Ibovespa manteve-se na defensiva ao longo desta terça-feira (13), operando em queda desde a abertura, em um pregão marcado pelo desempenho negativo do setor financeiro e pelo aumento das tensões geopolíticas no exterior. O principal índice da B3 encerrou o dia em baixa de 0,72%, aos 161.973,05 pontos, após tocar 161.765,08 pontos na mínima. O volume financeiro somou R$ 24,9 bilhões.

No acumulado da semana, em dois pregões, o índice recua 0,86%, limitando o ganho do mês e do ano a 0,53%. Apesar da forte alta das ações da Petrobras — ON +3,41% e PN +2,57% — e do avanço mais moderado da Vale ON (+0,82%), o peso negativo dos bancos acabou neutralizando esses suportes.

Entre as instituições financeiras, as perdas variaram de -0,81% (Itaú PN) a -3,06% (Banco do Brasil ON), pressionando o desempenho do índice. Na ponta positiva do pregão, além da Petrobras, destacaram-se Gerdau (+1,93%)Metalúrgica Gerdau (+1,83%) e CSN (+1,31%). No lado oposto, figuraram entre as maiores quedas Hapvida (-8,39%)Yduqs (-4,75%)Vivara (-4,59%) e Magazine Luiza (-4,43%).

Segundo Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, o noticiário externo voltou a pesar mais sobre o mercado brasileiro. “Notícias de fora continuam a pesar sobre o Ibovespa”, afirmou, citando tanto a menor intensidade da agenda doméstica neste começo de ano quanto os desdobramentos do caso Master. “A tensão geopolítica segue elevada, agora com o Irã”, acrescentou.

No exterior, os preços do petróleo subiram mais de 2% em Londres e Nova York, em meio ao agravamento das tensões no Irã e à retórica mais dura dos Estados Unidos. O aumento do número de mortos nos protestos e a ameaça de novas sanções e tarifas elevaram a percepção de risco global. Para Davi Lelis, sócio da Valor Investimentos, a estratégia do governo americano tem sido usar a economia como instrumento de pressão, o que reforça um processo de “desglobalização” e aumenta a volatilidade das commodities, especialmente do petróleo.

Em Nova York, apesar da inflação ao consumidor de dezembro ter vindo em linha com o esperado, o clima de incerteza prevaleceu. Os principais índices encerraram o dia em queda:

  • Dow Jones: -0,80%
  • S&P 500: -0,19%
  • Nasdaq: -0,10%

Para Bruno Perri, estrategista da Forum Investimentos, o recuo das bolsas americanas refletiu o ambiente externo mais instável, mesmo com algum alívio na inflação. No câmbio, o dólar mostrou recuperação moderada, fechando em alta de 0,06%, a R$ 5,3759, movimento que também influenciou o fluxo para ativos de risco.

Assim, em um dia de maior aversão ao risco e com pressão concentrada no setor financeiro, o Ibovespa encerrou a sessão em queda, acompanhando o ambiente externo mais tenso e a volatilidade crescente nos mercados globais.

Com Estadão Conteúdo

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