Capital chinesa tem espaço orçamentário para acomodar mulheres com mais de 50 anos; medida quer impulsionar a taxa de natalidadeCapital chinesa tem espaço orçamentário para acomodar mulheres com mais de 50 anos; medida quer impulsionar a taxa de natalidade

Pequim estende benefícios de gravidez para mulheres aposentadas

2026/01/15 18:42

Pequim estendeu a cobertura do seguro pré-natal a mulheres aposentadas, uma medida destinada a impulsionar a taxa de natalidade historicamente baixa, que tem gerado debates sobre os riscos médicos enfrentados por mães mais velhas.

A política, em vigor desde 1º de janeiro, faz parte de uma revisão mais ampla dos benefícios de maternidade da capital. A cidade estendeu a cobertura a aposentadas, trabalhadoras autônomas e outras pessoas anteriormente excluídas do plano geral de seguro saúde.

De acordo com as novas regras, o limite de reembolso para exames pré-natais aumenta significativamente. O plano cobre integralmente os primeiros 3.000 yuans (cerca de US$ 430) e reembolsa 30% dos custos adicionais até um limite de 10.000 yuans (US$ 1.435). Anteriormente, o reembolso total era limitado a 3.000 yuans.

Embora a inclusão de trabalhadoras autônomas esteja alinhada com as tendências econômicas mais amplas, a elegibilidade das aposentadas tem sido alvo de críticas. A idade padrão de aposentadoria para mulheres trabalhadoras em empregos braçais na China é atualmente de 50 anos –uma idade que obstetras classificam como “idade materna extremamente avançada”.

O Departamento Municipal de Seguro Médico de Pequim descreveu a medida como um esforço para reduzir as lacunas na cobertura e construir uma “sociedade amiga do parto”. No entanto, especialistas médicos alertam que a política, inadvertidamente, destaca a tensão entre as metas demográficas e a realidade biológica.

“Do ponto de vista médico, a idade é um fator crítico”, disse um médico especializado em saúde reprodutiva. “Algumas mulheres de 50 anos me dizem que se sentem saudáveis ​​e podem engravidar, mas a idade é um fato imutável.”

As diretrizes da Associação Médica Chinesa observam que o risco de pré-eclâmpsia –uma complicação perigosa da gravidez– para mulheres com mais de 45 anos é quase o triplo do risco para mulheres com menos de 35 anos. Os riscos de parto prematuro também são 70% maiores para a faixa etária mais avançada.

Apesar desses riscos, a maternidade em idade avançada aumentou após o relaxamento da política do filho único na China. Dados do Centro de Big Data em Saúde Infantil da Universidade de Wuhan mostram um aumento no número de mães de 35 a 40 anos depois de 2017.

O número de nascimentos de mães com mais de 50 anos mais que triplicou de 2017 a 2019, embora os números absolutos permaneçam baixos.

Duan Tao, chefe de obstetrícia do Hospital Oriental de Xangai, observou que as gestações após os 50 anos são raras e geralmente envolvem fertilização in vitro ou famílias que perderam seu único filho.

Autoridades locais caracterizam a política menos como um incentivo para que as avós deem à luz e mais como uma medida de reestruturação burocrática.

“É provável que, ao expandir a cobertura, os formuladores de políticas tenham percebido que as mulheres aposentadas estavam em uma situação de falta de cobertura”, disse um funcionário de uma agência local de seguro saúde. “Esse grupo é pequeno e o custo é baixo, mas demonstra a abrangência do sistema de previdência social.”

Pequim tem capacidade fiscal para absorver os custos. Em 2024, o fundo de seguro médico dos funcionários da capital registrou uma receita de 203,7 bilhões de yuans (US$ 29,2 bilhões) contra despesas de 128 bilhões de yuans (US$ 18,4 bilhões).

As mudanças nas políticas estão alinhadas com uma diretriz nacional para tornar o parto essencialmente gratuito até 2026. A Administração Nacional de Segurança da Saúde priorizou a redução dos custos diretos para o pré-natal, com províncias como Jiangsu e Shandong já cobrindo integralmente os custos do parto.


Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 15.jan.2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.

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