A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) informou em suas redes sociais nesta 2ª feira (19.jan.2026) que acionou a AGU (Advocacia-Geral da União) para pedir a investigação de perfis que divulgaram conteúdos falsos sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com a congressista, as publicações diziam que o petista teria se referido a ela pelo pronome “ele”. Hilton diz que as publicações usam trechos fora de contexto para associar seu nome a uma fala que não tinha relação com sua presença.
A deputada afirmou que não estava no evento citado nas postagens e que Lula se dirigia à deputada estadual Elika Takimoto (PT-RJ) durante um discurso sobre os riscos do uso de inteligência artificial na produção de imagens pornográficas sem consentimento na cerimônia de 90 anos do salário mínimo, na Casa da Moeda, no Rio, realizada na 6ª feira (16.jan). “Eu sequer estava no evento, e Lula se dirigia explicitamente à deputada Elika Takimoto”, declarou.
Hilton disse que já identificou ao menos 90 publicações com a informação falsa, além de milhares de compartilhamentos. Disse que os responsáveis podem responder judicialmente. Para ela, a prática pode configurar crimes como calúnia, difamação, transfobia, violência política de gênero e até infrações eleitorais. “Não é polêmica, é crime”, afirmou.
Segundo Hilton, o caso teve início depois que um trecho do discurso de Lula passou a circular nas redes com interpretação distorcida. Na fala, o presidente alertava sobre o uso de inteligência artificial para a criação de imagens falsas e mencionou uma “Erika” presente na plateia, em referência a Takimoto, que é mulher cisgênero.
Dois dias depois, perfis ligados a políticos da direita, como Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG), passaram a associar a fala a Erika Hilton, sustentando que Lula teria cometido transfobia.
Além das denúncias à AGU, Hilton pede a investigação de possível articulação entre os responsáveis pela disseminação do conteúdo, a retirada das postagens pelas plataformas digitais, a retratação pública das informações falsas e a comunicação do caso à SECOM (Secretaria de Comunicação Social da Presidência).


