O PicPay protocolou o prospecto do seu IPO na Nasdaq com um price range por ação entre US$ 16 e US$ 19 – avaliando o banco dos irmãos Batista entre US$ 2,2 bilhões e US$ 2,6 bilhões.
No meio da faixa indicativa, a oferta soma US$ 400 milhões. Com isso, a holding J&F, que controla o banco, deve ter uma diluição de 21%.
A empresa deve buscar um prêmio em relação ao Inter – que negocia em torno de 11x o lucro para 2026 –, mas essa estimativa de resultado só será conhecida pelos investidores durante o roadshow.
A precificação está prevista para dia 28 e, segundo um executivo de mercado, o nível de demanda terá consequências para o IPO do Agibank, que busca US$ 1 bilhão numa oferta primária na Bolsa de Nova York.
A oferta do PicPay é ancorada pela Bicycle, a gestora de Marcelo Claure, que se comprometeu a comprar US$ 75 milhões – mas o total pode ser menor dependendo da demanda.
Fazer uma dupla listagem no Brasil nunca esteve em discussão na operação do PicPay, de acordo com uma pessoa que acompanhou o processo: “Não há vantagem. A liquidez para esse tipo de oferta está lá fora. Tanto faz ser Nasdaq ou NYSE, mas precisa ser EUA.”
O objetivo é atrair o investidor que compra fintechs globalmente, não apenas em mercados emergentes, com um pitch de crescimento e lucratividade.
A receita do PicPay cresceu 90% de janeiro a setembro de 2025, para R$ 7,3 bilhões. O lucro aumentou 82%, para R$ 314 milhões no mesmo período.
O ROE é de 17%, superior ao do Inter (14,2%), mas inferior ao do Nubank, de 31%.
Os coordenadores da oferta são o Citi (líder), Bank of America e Royal Bank of Canada (RBC).
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