Embora a chamada “TACO trade” tenha resultado em perdas para muitos investidores, o padrão recente de ameaças e recuos tarifários contribuiu para uma nova alta Embora a chamada “TACO trade” tenha resultado em perdas para muitos investidores, o padrão recente de ameaças e recuos tarifários contribuiu para uma nova alta

Trump afeta apostas no Polymarket sobre a Groenlândia

2026/01/23 01:00
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Embora a chamada “TACO trade” tenha resultado em perdas para muitos investidores, o padrão recente de ameaças e recuos tarifários contribuiu para uma nova alta no mercado cripto. O fenômeno reflete a sensibilidade dos ativos de risco à sinalização política de curto prazo, especialmente quando há expectativa de flexibilização de medidas econômicas.

Ameaças e recuos tarifários reacendem narrativa do “TACO trade”

Para contextualizar, o termo “TACO trade” significa “Trump Always Chickens Out”, expressão em inglês que sugere que o presidente costuma recuar após adotar discursos agressivos. O conceito foi apresentado pelo colunista Robert Armstrong, do Financial Times, em maio de 2025.

A estratégia explora um ciclo recorrente. Trump anuncia medidas extremas, como tarifas amplas. Os mercados reagem negativamente. Em seguida, ocorre um recuo ou suavização da política, provocando recuperação dos preços. Esse comportamento já foi observado em diferentes momentos de seu mandato.

O padrão ficou evidente em 2 de abril de 2025 (2), data que ficou conhecida como “Dia da Libertação”. Na ocasião, o presidente anunciou tarifas generalizadas contra quase todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos, gerando forte instabilidade nos mercados globais. Posteriormente, a política foi amenizada, embora novas tarifas setoriais tenham sido anunciadas pouco tempo depois.

Situação semelhante ocorreu em janeiro de 2026. Em um anúncio feito no fim de semana, Trump detalhou planos para impor uma tarifa de 10% a oito países europeus, com início previsto para 1º de fevereiro. A proposta previa ainda a possibilidade de elevar a tarifa para 25% até junho, condicionando sua duração a um acordo envolvendo os EUA e a aquisição da Groenlândia.

Ontem (21), o presidente voltou atrás. Ele cancelou as tarifas e descartou o uso de força militar para buscar controle da Groenlândia. Após reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, Trump afirmou que não aplicaria as medidas previstas.

Reversão provoca perdas nos mercados de previsão

A mudança resultou em forte reprecificação nos mercados de previsão. No Polymarket, a probabilidade de Trump adquirir a Groenlândia antes de 2027 caiu para 11%. Investidores que apostaram na alternativa “Sim” acumularam perdas relevantes.

Probabilidades de Trump adquirir a Groenlândia até dezembro de 2027. Fonte: Polymarket

Segundo o Lookonchain, uma conta recém-criada apostou US$ 105 mil nessa possibilidade e agora registra perda de US$ 46 mil. Outra participante teve prejuízo superior a US$ 91 mil. Já quem apostou em “Não” obteve ganhos modestos.

O episódio reforça como narrativas políticas podem se desfazer rapidamente nesses mercados. Ao mesmo tempo, a “TACO trade” segue dando sustentação aos criptoativos. Dados do BeInCrypto indicam que o valor de mercado total das criptomoedas subiu 1,5% nas últimas 24 horas, com os 10 principais ativos fechando em alta.

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