Bancos movimentam ouro entre Londres e Nova York para evitar perdas com contratos futuros e aproveitar preços mais altos nos EUA. Pixabay Nesta segunda-fei Bancos movimentam ouro entre Londres e Nova York para evitar perdas com contratos futuros e aproveitar preços mais altos nos EUA. Pixabay Nesta segunda-fei

Ouro supera US$ 5.100 pela primeira vez em meio a tensões políticas nos EUA

2026/01/26 21:21
Bancos movimentam ouro entre Londres e Nova York para evitar perdas com contratos futuros e aproveitar preços mais altos nos EUA. — Foto: Pixabay Bancos movimentam ouro entre Londres e Nova York para evitar perdas com contratos futuros e aproveitar preços mais altos nos EUA. — Foto: Pixabay

Nesta segunda-feira (26), o preço do ouro atingiu um recorde histórico de US$ 5.100, antes de recuar da máxima e fechar em alta de 2,2%, a US$ 5.089. Esta é a primeira vez que o metal precioso ultrapassa a marca de US$ 5.000 por onça, e aconteceu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar o Canadá com tarifas de 100% caso o país "feche um acordo com a China", e subir o tom com a Europa sobre o futuro da Groenlândia.

Desde a posse de Trump, há pouco mais de um ano, o preço do ouro subiu quase 90%. Steve Miller, consultor de estratégia de investimentos da gestora de ativos GSFM, disse ao The Guardian que nunca tinha visto nada parecido em suas quatro décadas de atuação no mercado financeiro.

Continuar lendo

“O segundo choque do petróleo e o susto da inflação no final dos anos 70 e início dos anos 80 foram as últimas vezes que me lembro de o ouro ter se comportado dessa forma – e isso foi antes da minha época nos mercados”, relatou.

Ele acrescentou que a recente alta do metal ocorreu em meio a preocupações de que o governo Trump tomaria medidas para enfraquecer o dólar americano. Outra razão para a subida vertiginosa foi a notícia de que o Federal Reserve (FED) dos EUA está contatando os bancos para verificarem a taxa de câmbio entre o dólar americano e o iene japonês.

“Se o Federal Reserve está fazendo isso em nome do Tesouro dos EUA, é por um único motivo: eles acham que o dólar americano está muito valorizado”, observou Miller.

Dentro da administração Trump, figuras-chave já indicaram, em diferentes momentos, preferência por um dólar mais fraco como estratégia para estimular a indústria doméstica e tornar as exportações dos Estados Unidos mais competitivas.

Mas essa abordagem tem efeitos colaterais relevantes: a desvalorização da moeda reduz o valor real de ativos centrais para o país, como os títulos do Tesouro, reforçando o apelo do ouro como reserva de valor.

Miller afirmou que o metal precioso continuará a ter alta procura como fonte de diversificação e segurança enquanto a incerteza prevalecer nos mercados financeiros globais.

“Acho que ainda pode haver potencial de valorização. Mas tão bom quanto isso é que pode protegê-lo da turbulência em outras classes de ativos”, completou.

Mais recente Próxima Atrás só da Caixa: Nubank ultrapassa Bradesco e é 2ª maior instituição financeira do país em número de clientes
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail [email protected] para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.