Ministro do Trabalho disse que buscou "dialogar" com a autoridade monetária sobre o tema e que a autarquia precisa buscar "mecanismos mais inteligentes"Ministro do Trabalho disse que buscou "dialogar" com a autoridade monetária sobre o tema e que a autarquia precisa buscar "mecanismos mais inteligentes"

Marinho relaciona queda na criação de empregos a juros altos do BC

2026/01/30 04:36

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse nesta 5ª feira (29.jan.2026) que o Banco Central (BC) “trabalhou” para diminuir o ritmo de crescimento da economia em 2025. Ao comentar os dados da criação de emprego, relacionou a diminuição do saldo aos “juros altos” da autoridade monetária. No ano passado, o saldo positivo foi de 1,28 milhão de postos –o pior resultado desde 2020, ano da pandemia de covid-19.

[Eu] enxergava, insistia que nós íamos ter um processo de diminuição de velocidade. Isso acabou acontecendo. Na verdade, é o Banco Central que esperava, exerceu e trabalhou para diminuir o ritmo do crescimento, dada a sua responsabilidade de cumprimento das suas metas, das ações, das suas necessidades. O problema é que isso reflete em queimar o Orçamento para pagar juros. Isso é um drama”, declarou a jornalistas.

O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) divulgou nesta 5ª feira (29.jan.2026) dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Leia a íntegra (PDF – 1 MB) da apresentação.

Marinho também disse que procurou “dialogar com o Banco Central desde o final do 1º semestre” de 2025 sobre o tema e que a “pressão do mercado” abria espaço para uma desaceleração do ritmo de crescimento da economia. Em tom crítico, o ministro falou sobre o fato de o país ter o 2º maior juro real (quando é descontada a inflação) do mundo.

Na 4ª feira (28.jan.2026), o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a Selic em 15% ao ano. A decisão foi unânime.

Trata-se do 5º encontro consecutivo que a taxa básica de juros seguiu neste nível, o maior patamar desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano –a taxa ficou neste nível de 1º de junho a 19 de julho de 2006. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava no final de seu 1º mandato naquele ano.

O colegiado sinalizou que “antevê” o início da “flexibilização da política monetária” no próximo encontro, marcado para os dias 17 e 18 de março. Leia a íntegra (PDF – 41 kB) do comunicado.

“Mas vai ser uma redução que compensa ou vai começar com 0,25 [ponto percentual]? Aquelas coisas e tal. E nós sabemos que redução de juros, na hora que decide a Selic, leva 3 meses de ajuste. Não impacta imediatamente, leva tempo. Ou seja, nós podemos estar comprometendo um grande pedaço do ano por responsabilidade exclusiva do monitoramento que o Banco Central faz. Eu acho que faz de forma muito conservadora”, declarou Marinho.

Em dezembro, o Brasil fechou 618,16 mil postos de trabalho com carteira assinada. O resultado representa uma piora em comparação ao mesmo mês de 2024, quando o saldo negativo foi de 535,43 mil.

Historicamente, os meses de dezembro apresentam saldo negativo. A gente fica sempre torcendo para o ajuste ser menor. Às vezes é maior, às vezes não é. Esse ano, eu não falei a vocês, mas estava levemente desconfiado que o ajuste ia ser maior do que costumeiramente”, disse o ministro do Trabalho.

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