O operador de drones desempenha funções cruciais em indústrias variadas, unindo pilotagem técnica à análise de dados estratégicos. A demanda por especialistas cresce à medida que a tecnologia se torna essencial para a produtividade e segurança corporativa.
Muito além de apenas controlar o equipamento remotamente, este profissional é responsável pelo planejamento de voo e pela segurança da operação. Ele deve avaliar condições meteorológicas, riscos do ambiente e garantir que a aeronave esteja com a manutenção em dia antes da decolagem.
Em setores mais técnicos, o trabalho envolve a coleta e o processamento de imagens para gerar mapas ou relatórios detalhados. A capacidade de interpretar os dados capturados pelo equipamento é o que diferencia um piloto recreativo de um especialista em mapeamento aéreo.
Tecnologia dos drones está abrindo novas carreiras e impulsionando setores com alta remuneração no Brasil Créditos: depositphotos.com / Polifoto
O agronegócio lidera a busca por pilotos capacitados para monitoramento de lavouras e pulverização precisa de defensivos. A construção civil e o setor de energia também recrutam profissionais para inspeções de risco em estruturas altas, reduzindo a necessidade de exposição humana.
A versatilidade do equipamento permite a atuação em nichos que exigem alta qualidade técnica e estabilidade de imagem. As principais demandas do mercado atual incluem:
A distinção principal está na finalidade do voo e nas exigências legais que recaem sobre o operador. Enquanto o hobby foca no lazer, o uso comercial exige rigoroso cumprimento das normas da ANAC e do DECEA para garantir a segurança do espaço aéreo.
O piloto profissional deve possuir seguro obrigatório (RETA) e cadastro ativo nos sistemas reguladores. Veja abaixo as principais diferenças operacionais:
| Critério | Uso Recreativo | Uso Profissional |
| Finalidade | Lazer e Hobby | Comercial ou Corporativo |
| Seguro RETA | Não obrigatório (recomendado) | Obrigatório por lei |
| Documentação | Cadastro SISANT | Cadastro SISANT + Manual de Voo |
| Restrições | Áreas permitidas apenas | Autorização de voo (SARPAS) |
Os salários variam conforme a especialização e o regime de contratação, com média inicial girando em torno de R$ 3.000 para cargos fixos. Profissionais que atuam com equipamentos de alta complexidade, como drones agrícolas de grande porte, alcançam remunerações superiores devido à responsabilidade técnica.
Muitos pilotos optam por atuar como prestadores de serviço autônomos, cobrando por diária ou por hectare mapeado. Nesse modelo, o faturamento mensal pode ultrapassar R$ 10.000, dependendo do volume de contratos e da posse de equipamento próprio.
Tecnologia dos drones está abrindo novas carreiras e impulsionando setores com alta remuneração no Brasil Créditos: depositphotos.com / zephyr18 – Créditos: depositphotos.com / Krakenimages.com
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Embora a legislação brasileira não exija um brevet para drones classe 3 (abaixo de 25kg) em voos visuais, a capacitação é indispensável para o mercado. Empresas exigem certificados que comprovem o domínio das manobras e o conhecimento profundo da legislação aeronáutica.
Para operações avançadas, como voos acima de 400 pés ou fora do alcance visual (BVLOS), a certificação específica se torna obrigatória. Investir em cursos de fotogrametria e manutenção básica agrega valor ao currículo e aumenta a segurança operacional.
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