ETFs de Bitcoin e Ethereum listados nos Estados Unidos registraram cerca de US$ 1 bilhão em saídas líquidas na última semana, em meio à correção do mercado cripto, conforme dados divulgados pela mídia internacional. O movimento coincidiu com a queda do Bitcoin para a faixa de US$ 82.445, cerca de 10% abaixo da máxima de fim de janeiro próxima a US$ 91.500. O episódio reforça o padrão histórico de realização de lucros institucionais após ralis fortes em ciclos recentes.
No mesmo período, o mercado como um todo perdeu fôlego, com altcoins acompanhando o recuo e a volatilidade diária do BTC em 2,76%. Para investidores brasileiros, esse cenário se traduz em pressão adicional sobre os preços em reais negociados em corretoras locais, especialmente após semanas de forte entrada de capital institucional.
Em termos simples, saídas de ETFs indicam que investidores institucionais estão resgatando cotas, forçando os gestores a vender BTC ou ETH no mercado à vista. Só os ETFs de Bitcoin concentraram a maior parte do fluxo negativo, após meses de entradas robustas que levaram produtos como o IBIT, da BlackRock, a ultrapassar US$ 20 bilhões em ativos sob gestão em seu pico.
Esse comportamento costuma surgir quando o preço perde momentum técnico. O BTC rompeu abaixo da média móvel de 50 períodos no gráfico de 4 horas, enquanto o RSI caiu para a região de 41 pontos, sinalizando enfraquecimento da força compradora. Esse pano de fundo ajuda a explicar por que saídas de ETFs pressionam o mercado justamente quando o ativo testa suportes críticos.
Após cair cerca de 6,8% em sete dias, o Bitcoin encontrou suporte imediato entre US$ 82.000 e US$ 83.000, faixa que concentra compras anteriores e interesse de longo prazo. Abaixo desse nível, o próximo suporte relevante aparece em US$ 78.500, enquanto a resistência mais próxima está em US$ 85.000.
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No caso do Ethereum, o impacto foi mais moderado. Os ETFs de ETH registraram fluxos menores, refletindo menor participação institucional, mas ainda assim o ativo caiu cerca de 5% na semana, negociando próximo de US$ 3.300. O fluxo recente dos ETFs de Ethereum mostra que o apetite institucional segue seletivo e sensível a movimentos do BTC.
Para traders, os fluxos negativos aumentam a probabilidade de consolidação lateral no curto prazo. O Índice de Medo & Ganância em 29 pontos, na zona de “medo”, indica cautela, mas historicamente também abre espaço para repiques técnicos quando o fluxo vendedor diminui.
Já investidores de longo prazo observam métricas on-chain mais construtivas. O supply de BTC em exchanges segue em queda gradual, abaixo de 12% da oferta circulante, sugerindo que grandes detentores não estão despejando posições de forma agressiva. Mesmo após a queda acentuada do Bitcoin, o hash rate permanece próximo das máximas históricas, reforçando a segurança da rede.
O principal risco é uma nova rodada de saídas caso o BTC perca o suporte de US$ 82.000 com volume elevado, o que poderia acelerar quedas para a região de US$ 78.000 a US$ 80.000. Por outro lado, se o fluxo de ETFs estabilizar e o preço recuperar a média móvel diária de 200 períodos, hoje próxima de US$ 86.000, o mercado pode retomar um viés mais construtivo.
Para investidores brasileiros, monitorar os fluxos institucionais e os níveis técnicos-chave é essencial. ETFs continuam sendo um termômetro relevante de demanda global, mas não anulam fundamentos de longo prazo que ainda sustentam o mercado cripto.
Análises recentes de mercado e projeções de preço do Bitcoin em plataformas como modelos técnicos de BTC reforçam que a atual correção se encaixa em padrões já vistos em ciclos anteriores.
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