As ações da Petrobras (PETR4) e de outras petrolíferas brasileiras, como Prio (PRIO3) e PetroRecôncavo (RECV3), estão operando em forte queda na tarde desta segAs ações da Petrobras (PETR4) e de outras petrolíferas brasileiras, como Prio (PRIO3) e PetroRecôncavo (RECV3), estão operando em forte queda na tarde desta seg

Petrobras (PETR4) e petrolíferas recuam com queda do petróleo no exterior; entenda

2026/02/03 00:35

Petrobras (PETR4) e petrolíferas recuam com queda do petróleo no exterior; entenda

As ações da Petrobras (PETR4) e de outras petrolíferas brasileiras, como Prio (PRIO3) e PetroRecôncavo (RECV3), estão operando em forte queda na tarde desta segunda-feira (2). Os papéis das companhias do segmento estão acompanhando a variação negativa da cotação do petróleo no exterior.

Por volta das 13h, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) perdem 2,28%, a R$ 36,90, enquanto os papéis ordinários, negociados sob o ticker PETR3, recuam 2,43%, a R$ 39,41. No mesmo horário, as ações da Prio (PRIO3) caem 1,65%, a R$ 50,15, e PetroRecôncavo (RECV3) perde 4,69%, a R$ 10,79.

Por que a cotação do petróleo está caindo hoje?

A forte queda da cotação do petróleo nesta segunda-feira reflete principalmente a redução das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. O movimento ocorre após declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, indicando que Teerã estaria “conversando seriamente” com Washington, o que sinalizou uma possível desescalada do conflito.

O mercado vinha embutindo no preço do barril um prêmio de risco associado à chance de um confronto militar. O Irã é um dos principais produtores da OPEP e tem influência direta sobre o Estreito de Ormuz, rota por onde passa uma parcela relevante do petróleo consumido no mundo. Com isso, qualquer ameaça à segurança dessa região eleva os preços por temor de interrupções na oferta.

Com os sinais de avanço nas negociações e relatos de que não há planos para exercícios militares com munição real no Estreito de Ormuz, parte desse prêmio de risco começou a ser retirada. Isso levou investidores a reverem suas posições, pressionando tanto o Brent quanto o WTI, que se afastam das máximas de vários meses.

O ajuste também foi intensificado pelo fato de o petróleo ter subido ao longo de janeiro justamente apoiado nas ameaças e incertezas geopolíticas. Quando o cenário muda, o mercado reage de forma rápida, com realização de lucros e correções mais acentuadas em um curto espaço de tempo, o que reflete na cotação das ações do segmento, como é o caso da Petrobras (PETR4).

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