O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concluiu 2025 com 579.070 funcionários públicos na ativa. São 4.140 profissionais a mais na comparação com 2024, quando eram 574.930. O crescimento é de 0,72% no período.
É o 3º ano seguido que sobe o número de funcionários do governo federal. O total registrado ao final de 2025 é o maior desde 2021, quando havia 583.674 trabalhadores.
Leia o infográfico abaixo:
O maior contingente se deu em 2017, durante a Presidência de Michel Temer (MDB), quando atingiu 634.157 trabalhadores. O menor nível no século 21 foi em 2002 (493.272), sob o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
O governo Lula tem apostado na realização de concursos públicos para repor o quadro de funcionários. Na 1ª edição do CPNU (Concurso Público Nacional Unificado), em 2024, houve a oferta de 6.640 vagas imediatas.
O certame contou com mais de 2,1 milhões de inscritos e salários de até R$ 22.900 mil. Já a 2ª Edição, em 2025, o governo abriu 3.652 vagas no total.
O governo Lula se posicionou de forma contrária à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 38 de 2025, protocolada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). O texto propõe mudanças na administração federal.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, disse que a proposta “não representa a posição do Executivo”. Na sua visão, o texto é muito amplo e traz um “excesso de constitucionalidade”.
Dweck também se pronunciou diversas vezes contra a PEC 32 de 2020, que busca instituir reforma administrativa para enxugar os custos. Para a ministra, a medida “quer punir” os funcionários públicos.
As despesas com funcionários públicos da União totalizaram R$ 407,9 bilhões –avanço de 4,3% ante 2024. Trata-se do maior gasto desde 2021 –naquele ano, registrou R$ 405,6 bilhões em valores corrigidos pela inflação.
Esse gasto inclui o pagamento com sentenças judiciais e precatórios de pessoal e encargos. É o 3º ano seguido de alta.
Já as despesas recorrentes com funcionalismo atingiram R$ 398,1 bilhões em 2025. A alta foi de 3% em relação a 2024, quando foi de R$ 386,4 bilhões. Os dados são do Tesouro Nacional.
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