O índice de gerentes de compras (PMI), que mede a atividade econômica, do setor de serviços do Brasil desacelerou e 53,7 pontos em dezembro para 51,3 pontos em janeiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (4) pela S&P Global.
Para a S&P Global, a moderação da demanda levou as empresas de serviços a reduzir o ritmo de expansão da atividade e revisar para baixo suas expectativas.
Pollyana de Lima, diretora associada de economia da S&P Global, afirma que o cenário também resultou em cortes nas contratações. Ela explicou que a redução do emprego pode limitar o consumo das famílias, caso o movimento persista.
A executiva acrescentou que, se sustentada, a desaceleração do setor de serviços pode se espalhar para outros segmentos da economia.
O relatório aponta que os empresários do setor ficaram menos otimistas em relação às perspectivas futuras. Entre os fatores citados estão preocupações com políticas públicas, os efeitos das eleições presidenciais deste ano e as tensões geopolíticas.
Apesar da desaceleração da atividade, a S&P destacou um novo recuo na inflação de serviços. Os custos operacionais avançaram no ritmo mais lento em 20 meses.
Segundo Lima, esse movimento pode abrir espaço para cortes de juros nos próximos meses. A inflação de serviços é um componente relevante para a política monetária, pois tende a refletir pressões mais persistentes de preços.
O PMI Composto, que reúne dados dos setores de serviços e indústria, caiu de 52,1 pontos em dezembro para 49,9 pontos em janeiro.
De acordo com a S&P Global, o resultado reflete a perda de fôlego dos serviços e a continuidade da retração industrial. O relatório mostra queda nos novos pedidos, estagnação da atividade e redução do emprego pela primeira vez em três meses.
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