Em cerimônia no Planalto, presidente diz que homens assumem, pela 1ª vez, a responsabilidade na luta pela defesa das mulheresEm cerimônia no Planalto, presidente diz que homens assumem, pela 1ª vez, a responsabilidade na luta pela defesa das mulheres

Homens são responsáveis pela luta contra feminicídio, diz Lula

2026/02/05 03:52
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a luta contra o feminicídio é dever de toda a sociedade, mas “principalmente, dos homens”. A declaração foi dada nesta 4ª feira (4.fev.2026) em cerimônia de assinatura do lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto.

O petista disse também que essa é a 1ª vez que os homens estão assumindo a responsabilidade na “luta pela defesa das mulheres”. O pacto foi assinado pelos representantes dos Três Poderes e cria o comitê que articula ações já existentes do Executivo, Legislativo e Judiciário. 

O presidente afirmou que, além de punir os agressores, é necessário “educar os meninos, conscientizar os jovens e os adultos”. Declarou: “Quando um jovem se forma na faculdade, qualquer que seja a sua formatura, ele também pode ser um doutor em respeito à mulher, aos direitos humanos e à cidadania”. 

Disse que o pacto é uma forma de fazer mais do que “soltar uma nota”. Afirmou que os responsáveis pela assinatura querem “ser parceiros para que a sociedade brasileira e possivelmente, a humanidade, melhorem”

Recentemente, Lula tem colocado nos homens a responsabilidade da prevenção da violência contra a mulher. Na 2ª feira (2.fev), por exemplo, afirmou em discurso no STF (Supremo Tribunal Federal) ser preciso “educar os meninos”. Já em dezembro de 2025, escreveu no X que o enfrentamento ao feminicídio é uma responsabilidade de toda a sociedade, “especialmente dos homens”. 

O petista iniciou o discurso desta 4ª feira (4.fev) com um agradecimento à primeira-dama Janja da Silva por o “alertar todo santo dia de que isso é anormal”. Não é a 1ª vez que Lula atribui a Janja o fato de o governo dar uma maior importância à luta contra a violência contra a mulher. 

Em dezembro, disse que Janja chorou ao acompanhar mais um caso de feminicídio. Disse que ela pediu que ele assumisse uma posição “mais dura”.

A assinatura do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, até o momento, é um ato mais simbólico do que prático, já que não há o repasse de verbas para novas ações governamentais. A assinatura cria o comitê para a articulação dos Três Poderes em ações já existentes. 

Participaram da cerimônia ministros, congressistas e autoridades dos Três Poderes, entre eles:

  • Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal;
  • Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial;
  • Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado;
  • Edson Fachin, presidente do STF;
  • Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação;
  • Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais;
  • Jader Barbalho Filho, ministro das Cidades;
  • Jaques Wagner (PT-BA), senador;
  • Jorge Messias, advogado-geral da União;
  • José Guimarães (PT-CE), deputado e líder do Governo na Câmara;
  • Márcia Lopes, ministra das Mulheres;
  • Marina Silva, ministra do Meio Ambiente;
  • Paulo Gonet, procurador-geral da República;
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP), senador e líder do Governo no Congresso;
  • Rui Costa, ministro da Casa Civil, PT;
  • Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social;
  • Simone Tebet, ministra do Planejamento;
  • Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil;
  • Tereza Leitão (PE-PE), senadora;
  • Túlio Gadêlha (Rede-PE), deputado federal;
  • Vinícius de Carvalho, CGU.
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