O Brasil está construindo o maior parque solar flutuante do planeta, ocupando milhares de hectares de lagos e reservatórios. Esse projeto oferece uma solução inovadora para gerar energia limpa sem ocupar áreas de cultivo ou ecossistemas frágeis. Além de eletricidade, contribui para a preservação hídrica e redução de emissões de carbono.
Um parque solar flutuante utiliza painéis solares instalados diretamente sobre a superfície de corpos d’água, como lagos e reservatórios. Essa posição mantém os painéis mais frescos, aumentando a eficiência e reduzindo a evaporação da água, um benefício importante em regiões com escassez hídrica.
Segundo o vídeo “The Floating Solar Farm Everyone Is Talking About” do canal Forever Curious, que conta com 872 inscritos, o parque brasileiro ocupará mais de 5.000 hectares de água, podendo gerar energia suficiente para abastecer cerca de 2 milhões de residências, ao mesmo tempo em que protege ecossistemas e reduz a emissão de carbono.
O impacto ambiental de parques solares flutuantes é significativamente menor que o de usinas terrestres. Não há necessidade de desmatamento ou ocupação de áreas agrícolas, preservando ecossistemas. Além disso, a redução de emissões de carbono contribui para mitigar mudanças climáticas.
A sombra parcial sobre a água ajuda a controlar a temperatura do reservatório e diminui a proliferação de algas. Isso garante melhor qualidade da água e menor perda por evaporação, auxiliando na preservação hídrica de regiões críticas.
Além da geração de energia, esses parques promovem economia significativa. O custo operacional é menor devido à eficiência térmica dos painéis e à redução de evaporação, resultando em maior produção energética por hectare.
O projeto também gera empregos locais durante a construção e manutenção, incentivando o desenvolvimento econômico regional. Investimentos em energia renovável, como esse, fortalecem a matriz energética e reduzem dependência de combustíveis fósseis.
A instalação em grandes corpos d’água exige planejamento técnico rigoroso e monitoramento contínuo. Fatores como ventos fortes, variações de nível da água e corrosão podem afetar estruturas flutuantes e cabos elétricos.
Outro desafio é a integração com a rede elétrica existente. É necessário planejar pontos de conexão, garantir segurança e evitar perdas na transmissão, especialmente em áreas distantes de centros urbanos.
Como o maior parque solar flutuante do planeta transforma energia limpa, preserva água e gera empregos – Créditos: YouTube @ForeverCuriousHQ
Antes da construção, é preciso obter licenças ambientais e autorizações da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e órgãos estaduais de recursos hídricos. O projeto deve atender a normas de segurança e padrões técnicos.
Para que a operação seja segura e eficiente, é fundamental seguir algumas etapas e atender exigências legais. Entre elas:
Parques solares flutuantes são ideais para países com escassez de terra, mas com lagos ou reservatórios abundantes. Ásia, África e América do Sul são regiões com grande potencial para adoção em larga escala.
A replicação depende de investimentos em tecnologia, regulamentação ambiental e suporte da rede elétrica. Projetos bem-sucedidos demonstram que é possível equilibrar geração energética, preservação ambiental e benefícios sociais.
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