Advogados do ministro Marco Buzzi, que está de licença médica, afirmam aguardar “momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas”Advogados do ministro Marco Buzzi, que está de licença médica, afirmam aguardar “momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas”

Defesa de ministro do STJ critica vazamentos de informações sigilosas

2026/02/07 00:36
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A defesa do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Buzzi, suspeito de ter assediado sexualmente uma jovem de 18 anos, criticou os “vazamentos instantâneos de informações sigilosas”. Em nota publicada nesta 6ª feira (6.fev.2026), os advogados descreveram a divulgação das informações como “um truque sórdido”. 

“A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas”, escreveram os advogados. “É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação”. Leia a íntegra da nota ao final desta reportagem.

O magistrado formalizou na 5ª feira (5.fev) o pedido de licença médica ao presidente da Corte, Herman Benjamin, conforme antecipado pelo Poder360. Ele está internado no DF Star após ter sentido um “forte mal-estar” na noite de 4ª feira (4.fev). Tem 10 dias de licença que podem ser renovados. “Nos 5 cinco anos, o ministro teve instalados em seu coração 5 stents e 1 marca-passo. Trata-se de quadro de saúde que exige atenção médica redobrada, sobretudo em situações de forte tensão”, declarou o gabinete de Buzzi. 

O pleno do STJ decidiu abrir um processo de sindicância para apurar a conduta do magistrado. Trata-se de um procedimento administrativo para apurar fatos e responsabilidades de servidores públicos. É baseado na lei nº 8112 de 1990.

Após as investigações, a sindicância pode ser arquivada, gerar uma advertência, suspensão de até 30 dias ou evoluir para um processo disciplinar. Neste último caso, o Ministério Público é acionado.

Os ministros responsáveis pela comissão de sindicância são Raul Araújo e Antônio Carlos Ferreira e Francisco Falcão. O último magistrado substitui a ministra Isabel Gallotti, que se declarou impedida. Também foi definido que o vice-presidente, Luís Felipe Salomão, seria o suplente da comissão. 

ENTENDA

Segundo apurou o Poder360, 3 ministros do STJ levaram o caso ao presidente da Corte, Herman Benjamin, na 3ª feira (3.fev.2026). Pediram a apuração do caso e a aposentadoria do magistrado. A informação foi publicada pela Veja e confirmada por este jornal digital.

O gabinete do ministro negou as acusações. “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, declarou. 

O caso foi levado aos ministros do STJ pelos pais da vítima, que pediram a responsabilização do magistrado. Segundo relatos obtidos por este jornal digital, Buzzi tentou agarrar a jovem durante um banho de mar em Balneário Camboriú, Santa Catarina. A família da jovem estava hospedada na casa de Buzzi. 

O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, colheu nesta 4ª feira (4.fev), o depoimento da mãe da vítima, acompanhado por um integrante do MPF (Ministério Público Federal), uma delegada da Polícia Federal e seu juiz auxiliar.

Buzzi vai responder disciplinarmente no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e criminalmente no Supremo, onde o caso tramita sob relatoria do ministro Nunes Marques. É possível também que ele seja acionado no Senado Federal, pois pode sofrer um impeachment. Uma ala do STJ defende a aposentadoria compulsória do magistrado.

O QUE DIZ O CNJ

Em nota, o CNJ declarou que o caso está em sigilo. 

O CNJ esclarece que o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo”.

Leia a íntegra da nota da defesa de Buzzi:

“É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação.

“Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido.

“Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por “juízes” e opiniões inflamadas  e quase sempre anônimas no noticiário.

Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal.

“A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas.

“João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, advogados do ministro Marco Buzzi”.

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