Valentine's Day, dia dos namorados, amor — Foto: Unsplash
Neste mês, diversos países comemoram o chamado Valentine’s Day, celebrado anualmente no dia 14 de fevereiro. A data se popularizou em países como Estados Unidos, Canadá e partes da Europa, e depois se espalhou por outras regiões do mundo.
Acredita-se que a data tenha relação com um festival romano e, posteriormente, tenha sido ligada a São Valentim, um bispo relacionado a casamentos e ao amor. A origem do Valentine's Day (Dia de São Valentim), celebrado nos Estados Unidos e na Europa, é muito anterior ao Dia dos Namorados no Brasil.
A data começou a ser celebrada no século 5. Há algumas explicações para a história, mas a mais famosa é a de que São Valentim era um padre de Roma que foi condenado à pena de morte no século 3, segundo a BBC.
Segundo esse relato, o imperador Claudio 2º baniu os casamentos naquele século por acreditar que homens casados se tornavam soldados piores — a ideia dele era de que solteiros, sem qualquer responsabilidade familiar, poderiam render melhor no exército.
Valentim, porém, defendeu que o casamento era parte do plano de Deus e dava sentido ao mundo. Por isso, ele quebrou a lei e passou a organizar cerimônias em segredo. Quando o imperador descobriu, o padre foi preso e sentenciado à morte no ano 270 d.C. Mas, durante o período em que ficou preso, Valentim se apaixonou pela filha de um carcereiro.
No dia do cumprimento da sentença, ele enviou uma carta de amor à moça assinando "do seu Valentim" — o que originou a prática moderna de enviar cartões para a pessoa amada no dia 14 de fevereiro. Foi apenas dois séculos depois que a data passou a ser efetivamente comemorada, quando o papa Gelásio instituiu o Dia de São Valentim, classificando-o como um símbolo dos namorados.
A comemoração foi criada quando a Igreja transformou em festa cristã uma antiga tradição pagã — um festival romano de três dias chamado Lupercalia. O evento, ocorrido no meio de fevereiro, celebrava a fertilidade. O objetivo era marcar o início oficial da primavera.
É uma data para demonstrações de amor, com cartões, flores e chocolates, por exemplo, e não é limitada a casais. Amigos, familiares e até colegas costumam trocar cartões ou lembranças. Em escolas nos Estados Unidos, por exemplo, as crianças trocam cartões entre si.
Já o Dia dos Namorados no Brasil é comemorado em 12 de junho, às vésperas do Dia de Santo Antônio, o “santo casamenteiro”. A data foi criada em 1948 pelo publicitário João Doria, pai do ex-governador de São Paulo João Doria.
Dono da agência Standart Propaganda, ele foi contratado pela loja Exposição Clipper com o objetivo de melhorar o resultado das vendas em junho, que eram sempre muito fracas. Inspirado pelo sucesso do Dia das Mães, Doria instituiu outra data para trocar presentes no ano: o Dia dos Namorados.
Junho foi escolhido porque era justamente o mês de desaquecimento das vendas. O dia 12, por sua vez, está na véspera da celebração de Santo Antônio, que é famoso no Brasil por ser o santo casamenteiro.
Unindo, então, o útil ao agradável, Doria criou a primeira propaganda que instituiria a data no país. "Não é só com beijos que se prova o amor!", dizia um slogan do primeiro Dia dos Namorados brasileiro. "Não se esqueçam: amor com amor se paga", afirmava outro. A propaganda foi julgada a melhor do ano pela Associação Paulista de Propaganda à época, lembra a BBC.
A data começou a "pegar" no Brasil no ano seguinte, quando mais regiões começaram a aderir — posteriormente, a comemoração tornou-se nacional. Atualmente, o Dia dos Namorados já é a terceira melhor data para o comércio no país — atrás apenas do Natal e do Dia das Mães.
No caso da comemoração do Brasil, o foco é principalmente em casais, com jantares, presentes e viagens a dois.


