Luiz Magalhães, head de saúde animal da DSM-Firmenich para a América Latina, diz à Bloomberg Línea que a venda da divisão de saúde animal para a CVC Capital ParLuiz Magalhães, head de saúde animal da DSM-Firmenich para a América Latina, diz à Bloomberg Línea que a venda da divisão de saúde animal para a CVC Capital Par

‘Não muda a rota’, diz head da DSM-Firmenich após venda de divisão de saúde animal

2026/02/11 17:49
Leu 4 min

“Não há nenhuma mudança de rota. Continuaremos com foco no que está sendo feito: associar a tecnologia com a gestão de dados”, disse à Bloomberg Línea Luiz Magalhães, o head de saúde animal da DSM-Firmenich para a América Latina.

O executivo falou sobre a venda do negócio global de Animal Nutrition & Health (ANH) da companhia para o fundo de private equity CVC Capital Partners e sobre potenciais impactos da operação no Brasil.

A DSM-Firmenich anunciou na manhã da última segunda-feira (10) a venda de sua divisão global de Nutrição e Saúde Animal a um enterprise value de € 2,2 bilhões, incluindo um earnout de até € 0,5 bilhão.

Pelo acordo, a companhia suíço-holandesa manterá 20% de participação no negócio.

Leia também: M&A em saúde animal: DSM-Firmenich vende divisão à CVC Capital por € 2,2 bilhões

A transação prevê a separação da ANH em duas empresas: uma focada em soluções: como premixes, performance e serviços de precisão.

E outra em produtos essenciais, como vitaminas, carotenoides (pigmentos orgânicos) e aromas. A expectativa é a de que a operação seja concluída até o fim de 2026, após as esperadas aprovações dos órgãos regulatórios.

Segundo Magalhães, a mudança de controle não altera contratos, fornecimentos nem a relação com clientes no Brasil.

Outro ponto importante já previsto no deal é que ficaram de fora da transação com a CVC Partners dois dos produtos mais bem-sucedidos da companhia: o Bovaer, que reduz as emissões de metano de bois, e o Veramaris, um óleo de algas utilizado na aquacultura e em pet food.

“Os contratos que temos com os nossos clientes, os fornecimentos, a relação, as pessoas que contam com esse cliente, isso não muda.”

A operação marca mais uma etapa da reestruturação do portfólio da DSM-Firmenich, que vem sendo desenhada ao longo dos últimos anos.

Leia também: De equinos a pets: Boehringer cresce em saúde animal e mira expansão no Brasil

Em 2025, a companhia vendeu o negócio de enzimas para rações à Novonesis por € 1,5 bilhão.

A reestruturação da companhia ocorre em um momento de maior demanda global por proteína animal, mercado no qual a DSM-Firmenich atua na América Latina, entre outras frentes, com a marca Tortuga.

A companhia suíça comprou a brasileira Tortuga em 2013 por € 465 milhões, - a marca foi fundada em 1954 pelo imigrante italiano Fabiano Fabiani.

Um das apostas tecnológicas da companhia é o FarmTell, sistema de gestão de fazendas e fábricas de ração que reúne dados produtivos, zootécnicos e ambientais para apoiar a tomada de decisão no campo.

“Estamos há dois anos nesse processo de separação, entre negociação e trabalho interno, e continuamos a investir e a entregar inovação, projetos de software e sistemas. Isso vai continuar”, acrescentou Magalhães. “Isso é um compromisso que temos com os nossos clientes.”

No Brasil, segundo o executivo, a estratégia segue centrada em nutrição, tecnologia e uso de dados para elevar a eficiência produtiva.

“O que estamos falando é de gestão da informação e tomada de decisão baseada em dados”, disse. “Sempre tivemos produtos inovadores, mas agora também trazemos a parte digital.”

O executivo ressaltou que a digitalização não substitui a nutrição mas funciona como complemento.

“A geração de receita continua no mercado das soluções físicas”, disse.

“As ferramentas digitais evitam o ‘achômetro’. Se o produto não funcionar, o cliente vai perceber claramente. Se funcionar, ele também vai ver.”

Outro eixo que permanece inalterado no negócio, segundo ele, é a sustentabilidade.

“Não é possível gerenciar aquilo que não se mede”, afirmou, ao citar o uso de ferramentas para mensurar o impacto ambiental e apoiar decisões mais eficientes no campo.

O Censo do Confinamento, levantamento anual realizado pela companhia, também seguirá sendo produzido, disse.

“O nosso grande negócio é nutrição”, afirmou. “É isso que sabemos fazer e é isso que continuaremos fazendo.”

Leia também

Além da vacina: MSD Saúde Animal quer avançar em prevenção e ‘falar’ com os bichos

Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail [email protected] para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.