O mercado de crédito brasileiro entra em 2026 com maior seletividade e condições mais restritas para expansão. As projeções indicam desaceleração do crescimentoO mercado de crédito brasileiro entra em 2026 com maior seletividade e condições mais restritas para expansão. As projeções indicam desaceleração do crescimento

Crédito mais seletivo e rigor regulatório impulsionam a busca por estruturas financeiras

2026/02/12 06:31
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O mercado de crédito brasileiro entra em 2026 com maior seletividade e condições mais restritas para expansão. As projeções indicam desaceleração do crescimento do crédito neste ano, com estimativas bancárias apontando avanço de 8,2%, abaixo do ritmo de 2025. Ao mesmo tempo, análises macroeconômicas mostram que o crédito permanece caro e escasso, reflexo direto de juros ainda elevados e de um ambiente econômico que favorece cautela por parte das instituições financeiras.

Esse cenário pressiona empresas que dependem de previsibilidade financeira e amplia a demanda por estruturas próprias e reguladas de financiamento, como Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFIs). No entanto, a constituição de novas instituições financeiras no Brasil se tornou mais complexa. Além do fortalecimento da supervisão dos órgãos reguladores, o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional reforçaram a metodologia de apuração de capital mínimo por meio da Resolução Conjunta nº 14/2025, elevando o nível técnico e operacional exigido das instituições.

Estratégia reforça governança

É nesse contexto que chama atenção o case da estruturação da SCFI da Multiplike, conduzido pela Linear Group Auditores, aprovada pelo BC em setembro do ano passado. A consultoria atuou “de ponta a ponta no processo, desde a avaliação detalhada de aderência regulatória até o desenho completo de governança, controles internos, documentação, matriz de responsabilidades, fluxos operacionais e trilhas de evidência necessárias para preparação, submissão e futuras rotinas de supervisão”, explica Leandro Seminotti, CEO e fundador.

A Linear executou o projeto com base em frameworks amplamente reconhecidos, como COSO, princípios aplicáveis do arcabouço prudencial inspirado em Basileia, e as instruções normativas e resoluções emitidas pelos órgãos reguladores brasileiros. O resultado foi uma estrutura segura, auditável e escalável desde sua origem, característica essencial em um ambiente em que o Banco Central tem sido mais rigoroso na análise de novos pedidos e na avaliação de governança, riscos e qualificação dos administradores.
Para Franciélle Reis, advogada da Linear, “a constituição de uma instituição financeira hoje demanda uma integração completa entre governança, jurídico, contabilidade, riscos e compliance”. Para ela, essa visão multidisciplinar e bem amparada fez a diferença para o andamento do processo da Multiplike junto ao Banco Central.

Empresas buscam autonomia financeira

Segundo análises do setor, o Brasil ainda enfrenta um déficit estrutural de crédito quando comparado a outras economias. O crédito ao setor privado representa apenas 76% do PIB, proporção inferior a países como Chile (103%) e muito distante dos Estados Unidos, onde o indicador se aproxima de 200%.
Nesse cenário, empresas com maior grau de maturidade de processos e solidez de governança tendem a antecipar movimentos para ampliar autonomia financeira, o que torna projetos como o da Multiplike cada vez mais relevantes para o ecossistema corporativo. “A aprovação que recebemos da SCFI consolida anos de investimento em governança e preparação técnica. A Linear foi fundamental para transformar nossa maturidade operacional em uma estrutura regulatória sólida, alinhada ao padrão exigido pelo Banco Central”, afirma Volnei Eyng, CEO da Multiplike.

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