Ministro afirma que irá apresentar resposta ao presidente do STF sobre “conteúdo” do documento apresentado pela corporação, o qual diz se tratar de ilaçõesMinistro afirma que irá apresentar resposta ao presidente do STF sobre “conteúdo” do documento apresentado pela corporação, o qual diz se tratar de ilações

Pedido de suspeição da PF “não tem legitimidade”, diz Toffoli

2026/02/12 09:53
Leu 4 min

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli afirmou que o pedido de suspeição feito pela Polícia Federal contra ele “não tem legitimidade” porque a corporação não é parte no processo que investiga fraudes do Banco Master. A declaração foi dada em nota publicada nesta 4ª feira (11.fev.2026). 

Segundo Toffoli, o pedido trata de “ilações”. A sua resposta ao “conteúdo” do documento da PF será apresentada ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin.

Leia a íntegra da nota:

“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte.”

A Polícia Federal não confirma que fez um pedido de suspeição contra Toffoli. 

A informação de que a PF teria encontrado citações ao ministro nos celulares de Vorcaro foi publicada pelo portal “UOL. A entrega do material a Fachin ocorreu na 2ª feira (9.fev.2026), durante reunião no Supremo. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, apresentou pessoalmente os documentos ao presidente da Corte, conforme registrado na agenda oficial do magistrado. A pauta publicamente divulgada foi “fluxo processual ordinário”.

Ainda segundo os jornalistas Daniela Lima e Fabio Serapião, o conteúdo apreendido nos aparelhos eletrônicos de Vorcaro traz conversas entre o proprietário do Banco Master e o ministro Toffoli. O material também mencionaria integrantes do Congresso Nacional e outras pessoas com e sem prerrogativa de foro especial no STF.

As autoridades identificaram elementos que justificam a abertura de novas linhas investigativas após análise do conteúdo apreendido com o dono do Banco Master. Os documentos foram encaminhados ao presidente do STF para deliberação sobre os próximos passos.

MASTER NO STF

Toffoli é o relator de uma das apurações relacionadas ao Banco Master no STF, que trata principalmente da tentativa de compra da instituição pelo BRB (Banco de Brasília). O ministro mantém a posição de que não há motivo para se declarar impedido de julgar o processo principal sob sua relatoria. Ele já redistribuiu ao menos 2 casos relacionados ao inquérito para instâncias inferiores: a investigação contra o ex-presidente do Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Rio de Janeiro), Deivis Marcon Antunes e contra o investidor Nelson Tanure, alvo da 2ª fase da operação Compliance Zero.

O magistrado já havia citado, publicamente, o encaminhamento de tais operações. Em nota publicada em 29 de janeiro, o Toffoli escreveu: “Paralelamente à operação Compliance Zero, outras operações foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal, dentre as quais, uma realizada na cidade do Rio de Janeiro, que foi prontamente devolvida à primeira instância, e outra efetivada em São Paulo por determinação da Suprema Corte, trazida ao Supremo Tribunal Federal por iniciativa direta da Procuradoria-Geral da República”

No mesmo comunicado, Toffoli afirmou que só iria avaliar a transferência do caso Master para a Justiça Federal quando for encerrada a investigação da Polícia Federal. Segundo o ministro, é necessária uma análise prévia pelo STF, sem o prejuízo de nulidades processuais “em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”.  

Advogados do Banco Master, integrantes do Poder Executivo e do Poder Legislativo têm feito pressão contra Toffoli. Querem o ministro fora do caso. Também propagam na mídia que o magistrado só estaria esperando manifestações públicas de apoio –que já vieram de Edson Fachin e de Gilmar Mendes– para se sentir confortável e enviar tudo para a 1ª Instância. Essa interpretação tem sido feita por pessoas e jornalistas que não conversam com Toffoli.

O Poder360 ouviu de vários interlocutores do ministro que ele não demonstrou a menor intenção de deixar a relatoria da investigação que imputa fraudes ao Banco Master –e que resultaram em um rombo de R$ 47,3 bilhões, o maior da história bancária brasileira. Toffoli tem afirmado de maneira resoluta que pretende que o caso resulte em medidas estruturantes para dar mais segurança ao mercado financeiro brasileiro.

O ministro acredita que o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários foram tímidos nas ações para conter as fraudes do Master. Não acredita que possa ter havido má-fé, mas pelo menos atitudes inadvertidas ou falta de estrutura regulatória. Toffoli vê fragilidade no sistema e entende que a investigação possa, ao final, ajudar a construir um arcabouço regulatório que seja mais sólido.

Toffoli também tem demonstrado irritação com a Polícia Federal. Acha que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, tem sido menos aplicado do que deveria em algumas ações.

Oportunidade de mercado
Logo de TEM MARKET
Cotação TEM MARKET (TEM)
$0.024
$0.024$0.024
-10.68%
USD
Gráfico de preço em tempo real de TEM MARKET (TEM)
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail [email protected] para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.