Bitcoin cai abaixo de US$ 66 mil em fevereiro de 2026, com mercado cripto perdendo US$ 43 bilhões em 24 horas. Standard Chartered revisa projeções para US$ 100 Bitcoin cai abaixo de US$ 66 mil em fevereiro de 2026, com mercado cripto perdendo US$ 43 bilhões em 24 horas. Standard Chartered revisa projeções para US$ 100

Bitcoin Cai Abaixo de US$ 66 Mil em Fevereiro: Mercado Cripto Enfrenta Pressões Geopolíticas e Regulatórias

2026/02/13 11:02
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Mercado de Criptomoedas em Queda Acentuada

O mercado de criptomoedas enfrenta uma fase crítica em fevereiro de 2026, com Bitcoin (BTC) caindo abaixo de US$ 66 mil e perdendo 2,28% nas últimas 24 horas. A maior criptomoeda do mundo é negociada a US$ 65.924, marcando uma queda significativa em relação aos patamares de US$ 68 mil registrados no início da semana.

O Ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda por capitalização, também sofre pressões, sendo negociado em torno de US$ 1.904, com queda de 1,5% no dia. A capitalização total do mercado de criptomoedas perdeu US$ 43 bilhões em 24 horas até 12 de fevereiro, atingindo US$ 2,28 trilhões.

Contexto de Capitulação e Medo no Mercado

A queda atual reflete um cenário de capitulação entre investidores. Na semana anterior, quando Bitcoin tocou US$ 60 mil, a rede registrou a maior perda realizada da história: US$ 3,2 bilhões em prejuízos cristalizados. Este evento clássico de capitulação indica que investidores recentes estão realizando perdas significativas.

Bitcoin acumula uma queda de 27% em 30 dias e está 46% abaixo da máxima de US$ 126 mil registrada em outubro de 2025. O mercado total de criptomoedas perdeu quase US$ 2 trilhões desde o pico, refletindo uma correção profunda após o período de euforia do final de 2025.

Análises de Especialistas Revisam Projeções

A instituição financeira Standard Chartered revisou significativamente suas projeções para o final de 2026. O banco agora projeta Bitcoin em US$ 100 mil (antes US$ 150 mil a US$ 300 mil) e Ethereum em US$ 4 mil.

Porém, Standard Chartered alerta para possíveis quedas ainda mais profundas no curto prazo, com Bitcoin podendo cair para US$ 50 mil e Ethereum para US$ 1.400, devido a momentum fraco e desafios macroeconômicos. A análise cita fatores como dados fortes de emprego nos EUA (130 mil vagas em janeiro) que reduzem chances de cortes de juros pelo Federal Reserve.

Outras instituições também revisaram suas posições. A Coinbase foi rebaixada para “sell” com alvo de US$ 120, sugerindo queda de 68% em relação aos preços atuais.

Pressões Macroeconômicas e Geopolíticas

A queda do Bitcoin está conectada a fatores macroeconômicos mais amplos. Desde o chamado “Dia da Libertação” em abril de 2025, Bitcoin acumulou queda de 25,22%, período que coincide com políticas implementadas pela administração Trump.

O mercado também sofre com temores relacionados ao setor de inteligência artificial, que tem atraído capital que antes fluía para criptomoedas. A aversão ao risco global impulsiona investidores para ativos mais seguros, como ouro e títulos do governo.

Movimentos Institucionais e ETFs

Apesar da queda geral, há sinais de atividade institucional. A iShares emitiu 960 mil novos títulos de ETP de Bitcoin a US$ 6,62 cada, elevando o total para 111,8 milhões de títulos. Isso indica que instituições continuam acumulando exposição a Bitcoin em níveis mais baixos.

Os ETFs de Bitcoin nos EUA receberam entrada de US$ 35 milhões nos últimos dias, sugerindo que alguns investidores institucionais veem a queda como oportunidade de compra. No entanto, a participação média em ETFs permanece em torno de 25%, sinalizando cautela institucional.

Regulação Global Avança em Meio à Volatilidade

Enquanto o mercado enfrenta pressões, a regulação de criptomoedas avança globalmente. No Brasil, o marco regulatório para Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs) entrou em vigor em fevereiro de 2026, com resoluções do Banco Central impondo capital mínimo e segregação patrimonial.

O governo brasileiro propõe tributar compras de criptoativos acima de R$ 10 mil com IOF de 3,5%, visando monitoramento contra ilícitos. A medida equipararia stablecoins a moeda estrangeira, buscando frear a dolarização digital.

Nos EUA, o GENIUS Act avança permitindo emissão de stablecoins por não-bancos, mas enfrenta resistência do lobby bancário. A SEC, sob Paul Atkins, colabora com a CFTC para clareza regulatória, enquanto a Europa implementa o MiCA, aumentando confiança via compliance bancário.

Tokenização de Ativos Reais Emerge como Tendência

Em meio à correção do mercado especulativo, a tokenização de ativos reais (RWAs) emerge como tendência dominante em 2026. Projetos como Cardano e Stellar anunciam integrações focadas em RWAs e stablecoins.

Charles Hoskinson anunciou migração da LayerZero para Cardano durante a Consensus Hong Kong, enquanto a Stellar Development Foundation integra a carteira TopNod à sua rede, focando em expansão na Ásia com ativos tokenizados reais.

Analistas indicam que a era da especulação pura nas criptomoedas pode estar chegando ao fim, com entrada de participantes institucionais avessos ao risco substituindo o varejo especulativo.

Perspectivas para os Próximos Meses

O mercado de criptomoedas permanece volátil e frágil no curto prazo. Analistas veem suporte de compra fortalecendo on-chain, com menor intensidade de vendas em fase de estabilização, apesar de ausência de reversão estrutural clara.

A recuperação dependerá de fatores macroeconômicos, como decisões do Federal Reserve sobre juros, e de desenvolvimentos geopolíticos que afetam o apetite por risco global. Enquanto isso, a regulação continua avançando, criando um ambiente mais estruturado mas potencialmente mais restritivo para o mercado de criptomoedas.

Investidores devem acompanhar de perto os dados de inflação, decisões de política monetária e desenvolvimentos regulatórios, que serão cruciais para determinar a direção do mercado nos próximos meses.

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