O Departamento de Guerra dos Estados Unidos interceptou neste domingo (15.fev.2026) o petroleiro Veronica III no Oceano Índico. A embarcação de bandeira panamenha transportava petróleo venezuelano e violava sanções impostas pelos EUA. A operação representa a 2ª interdição marítima na região em menos de uma semana.
As forças militares norte-americanas monitoraram o navio desde sua saída do Caribe até o ponto de abordagem. A interceptação foi feita em águas internacionais, na área de responsabilidade do Indopacom (Comando do Pacífico dos Estados Unidos), sem registros de confrontos com a tripulação.
“Durante a noite, as forças dos EUA conduziram um direito de visita, interdição marítima e abordagem do Veronica III sem incidentes na área de responsabilidade do INDOPACOM (Comando do Pacífico dos EUA)”, informou o Departamento de Guerra em publicação na rede social X.
O órgão norte-americano também detalhou o processo de mapeamento: “Rastreamos o navio do Caribe até o Oceano Índico, reduzimos a distância e o interceptamos”.
A embarcação está sob sanções dos Estados Unidos relacionadas ao Irã, conforme informações do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro americano citadas pela agência Associated Press.
Na 2ª feira (9.fev.2026), outro petroleiro, o Aquila II, também foi abordado na mesma região por motivos semelhantes, após tentar escapar das forças americanas.
Os navios interceptados pelos EUA desde dezembro de 2025 são petroleiros com capacidade superior a 300 mil toneladas, utilizados no transporte de petróleo cru.
O Departamento de Guerra dos EUA publicou na rede social X: “A embarcação tentou desafiar a quarentena imposta pelo presidente Trump — na esperança de escapar. Nenhuma outra nação tem o alcance, a resistência ou a determinação para fazer isso. Águas internacionais não são refúgio. Por terra, ar ou mar, nós o encontraremos e faremos justiça. O Departamento de Guerra negará a atores ilícitos e seus representantes a liberdade de movimentação no domínio marítimo”.


