Coinbase enfrenta prejuízo bilionário, mas mantém posição estratégica global Stablecoins sustentam crescimento enquanto negociação perde força Custódia de ETFs Coinbase enfrenta prejuízo bilionário, mas mantém posição estratégica global Stablecoins sustentam crescimento enquanto negociação perde força Custódia de ETFs

Entre bilhões perdidos e ETFs bilionários: O dilema estratégico da Coinbase

2026/02/18 01:00
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  • Coinbase enfrenta prejuízo bilionário, mas mantém posição estratégica global
  • Stablecoins sustentam crescimento enquanto negociação perde força
  • Custódia de ETFs segue sólida apesar da pressão institucional

O novo relatório trimestral da Coinbase provocou forte reação no mercado e expôs um dilema que agora afeta não apenas acionistas, mas também investidores ligados aos ETFs de Bitcoin.

O documento revela um trimestre complexo, marcado por queda nas receitas de negociação e pressão crescente sobre a estrutura que sustenta grande parte da indústria cripto institucional.

Mesmo com preços em baixa e menor atividade no setor, a Coinbase registrou cerca de US$ 1,78 bilhão em receitas totais. Ainda assim, a empresa fechou o período com prejuízo líquido de US$ 667 milhões, desempenho bem abaixo das expectativas de lucro dos analistas.

Apesar disso, a operação continua gerando caixa. O relatório mostra um EBITDA ajustado de US$ 566 milhões, indicador que reforça a capacidade da empresa de operar em ciclos difíceis.

No entanto, o ponto mais sensível permanece claro, o negócio de negociação desacelerou de forma abrupta, refletindo menor apetite do varejo por mercados menos voláteis.

A mudança de foco e o peso crescente das stablecoins

As receitas de transações caíram para US$ 983 milhões, resultado da perda de entusiasmo dos pequenos investidores, que buscam ciclos mais intensos e ativos com chance de viralizar rapidamente. Para reduzir essa dependência, a Coinbase intensifica sua estratégia de diversificação.

O segmento de Assinaturas e Serviços saltou para US$ 727 milhões, impulsionado principalmente pelas receitas ligadas a stablecoins.

Esse pilar cresce de maneira constante e já se tornou fundamental para manter o caixa da companhia em períodos de baixa no mercado.

No início de 2026, a Coinbase informou ter acumulado US$ 420 milhões em receitas de transações até 10 de fevereiro. A empresa, porém, pediu cautela ao mercado e recomendou que esses números não sejam extrapolados de maneira agressiva.

A sombra dos ETFs e a pressão institucional

Um segundo grupo observa tudo com apreensão, os detentores de ETFs de Bitcoin à vista, como o IBIT da BlackRock. A Coinbase atua como custodiante de aproximadamente 7% de todo o Bitcoin existente, cerca de 1,5 milhão de BTC.

Essa concentração levanta dúvidas sempre que a empresa reporta resultados fracos, mas a custódia permanece isolada do risco operacional.
O setor funciona sob regras rígidas, projetadas exatamente para evitar que dificuldades comerciais impactem os fundos.

Mesmo com o clima negativo, a Coinbase mantém planos ambiciosos. A compra da Deribit, em 2025, reforça a estratégia de liderar o mercado de derivativos e a infraestrutura institucional.

Esse movimento indica que a empresa não pretende recuar, mesmo em períodos de forte volatilidade.

Os fluxos institucionais também aumentam a pressão. Entre novembro e dezembro, os ETFs registraram saídas de US$ 4,57 bilhões, seguidas por novo fluxo negativo no início de 2026.

Quando o capital foge, a percepção pública rapidamente piora, e a Coinbase sente esse impacto de imediato.

Nos bastidores, um debate regulatório avança em Washington. O CEO Brian Armstrong afirmou que as conversas sobre regras de mercado priorizam as recompensas de stablecoins, hoje essenciais para a receita da empresa.

O governo discute medidas que podem limitar esses incentivos em troca de avanços regulatórios para o setor cripto.

A Coinbase já não é uma startup vulnerável. Ela se tornou uma peça central da infraestrutura financeira global, mesmo quando o mercado reage ao humor dos investidores.

Para quem investe em ETFs, os sinais-chave envolvem a concentração de custódia, o rumo das negociações políticas e a expansão para novos mercados, como ações tokenizadas e plataformas de previsão.

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