Um novo relatório da empresa de inteligência blockchain TRM Labs revela que o volume mensal de transações com stablecoins ultrapassou repetidamente a marca de US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,7 trilhões) ao longo de 2025. O dado confirma que esses ativos, pareados a moedas fiduciárias como o dólar, deixaram de ser apenas ferramentas de especulação para se tornarem uma infraestrutura essencial de pagamentos globais. O levantamento aponta que, embora a grande maioria das transações seja lícita, o crescimento também atraiu redes ilícitas concentradas.
Em termos simples, o volume trilionário indica que as stablecoins estão sendo usadas massivamente para finalidades além do trading, como pagamentos internacionais, remessas e proteção contra inflação. O relatório destaca que esse mercado amadureceu, funcionando como uma ponte ágil entre o sistema financeiro tradicional e a economia digital. Para o investidor, isso significa maior liquidez e estabilidade no ecossistema.
Esse crescimento estrutural reflete uma tendência de uso real. Grandes movimentações corporativas e a integração com sistemas de folha de pagamento exemplificam essa mudança. Recentemente, vimos casos práticos de adoção institucional de stablecoins para pagamentos de salários, o que demonstra a utilidade prática por trás do volume financeiro mencionado no estudo da TRM Labs.
Os números apresentados pela TRM Labs mostram um cenário de expansão robusta, mas com pontos de atenção específicos quanto à conformidade. As stablecoins agora representam cerca de 30% de todo o volume on-chain de criptomoedas. Entre os principais destaques do relatório, temos:
A predominância do USDT é notável, tanto que análises recentes indicam que a Tether continua desempenhando um papel central na manutenção da liquidez do mercado, muitas vezes servindo como refúgio em momentos de volatilidade. Para mais detalhes técnicos, você pode conferir o relatório completo publicado pela TRM Labs.
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Para o brasileiro, o crescimento das stablecoins valida a tese de uso desses ativos como proteção cambial (hedge) contra a desvalorização do Real. Com volumes trilionários garantindo liquidez, o investidor local tem mais segurança para entrar e sair de posições dolarizadas sem depender das burocracias das casas de câmbio tradicionais ou das taxas elevadas de cartões internacionais.
No entanto, a popularização atrai o olhar do governo. Com o aumento do uso de USDT e USDC no país, o ambiente regulatório está se ajustando. Atualmente, o Brasil estuda impostos específicos para stablecoins, o que pode impactar diretamente o custo de transação para quem utiliza esses ativos para remessas ou reserva de valor. É fundamental que o investidor esteja ciente de que a facilidade de acesso ao “dólar digital” vem acompanhada de novas obrigações fiscais perante a Receita Federal.
Apesar de 99% da atividade em stablecoins ter sido considerada lícita no início do ano, a concentração de uso criminoso em redes específicas de evasão de sanções é um risco reputacional para o setor. Reguladores globais, especialmente nos EUA e na Europa, podem endurecer as regras para todos os usuários na tentativa de coibir esses atores mal-intencionados.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o debate sobre a regulação dos rendimentos e emissão de stablecoins está aquecido. Decisões tomadas lá fora tendem a influenciar as normas globais e podem afetar a disponibilidade de certos pares de negociação em exchanges que operam no Brasil. O risco de contraparte e a transparência das reservas dos emissores continuam sendo pontos que exigem monitoramento constante.
O marco de US$ 1 trilhão mensal comprova a maturidade das stablecoins como pilar da economia cripto, muito além da especulação. Contudo, essa relevância atrai maior escrutínio regulatório sobre fluxos ilícitos. Para 2026, a tendência é de maior integração com o sistema financeiro tradicional, mas com regras de conformidade (compliance) muito mais rigorosas.
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