A Justiça dos Estados Unidos condenou o ucraniano Oleksandr Didenko a 60 meses de prisão na quinta-feira (19). O homem de 29 anos estruturou um esquema de roub A Justiça dos Estados Unidos condenou o ucraniano Oleksandr Didenko a 60 meses de prisão na quinta-feira (19). O homem de 29 anos estruturou um esquema de roub

Justiça condena à prisão ucraniano que infiltrou hackers da Coreia do Norte nos EUA

2026/02/21 22:34
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 A Justiça dos Estados Unidos condenou o ucraniano Oleksandr Didenko a 60 meses de prisão na quinta-feira (19). O homem de 29 anos estruturou um esquema de roubo de identidades para empregar trabalhadores da Coreia do Norte em 40 empresas americanas de tecnologia.
Didenko confessou a culpa pelos crimes de fraude eletrônica e roubo de identidade em novembro de 2025.
O juiz Randolph D. Moss ordenou o confisco de US$ 1,4 milhão do réu. O valor inclui montantes em dólares e criptomoedas apreendidas com os envolvidos. O tribunal também determinou o pagamento de US$ 46 mil em reparações.
Os documentos do processo revelam a operação de um site chamado “Upworksell.com”. A página servia como um mercado paralelo para profissionais de tecnologia estrangeiros comprarem ou alugarem perfis falsos.
Com esses dados, os norte-coreanos conseguiam vagas em plataformas de trabalho remoto na Califórnia e na Pensilvânia.
A logística das “fazendas de laptops” enganava empresas em solo americano
O esquema dependia de uma estrutura física em solo americano para despistar as empresas. O ucraniano pagava moradores da Virgínia, Tennessee e Califórnia para hospedar computadores em suas casas e a tática camuflava a localização real dos trabalhadores.
A operação gerenciou até 871 identidades de fachada e estruturou pelo menos três centrais de equipamentos nos Estados Unidos. O fluxo financeiro da fraude evitava os bancos tradicionais americanos.
O sistema utilizava transmissores de dinheiro paralelos para burlar bloqueios e enviar os salários para contas estrangeiras. Os trabalhadores ganharam centenas de milhares de dólares. Todo esse capital teve registro falso em órgãos do governo americano sob o nome de cidadãos reais.
Segurança nacional e armas nucleares pesaram na condenação
As autoridades americanas trataram o caso como um risco direto à segurança nacional. A procuradora Jeanine Ferris Pirro afirmou que o dinheiro pago a esses falsos funcionários abastece o programa de munições nucleares da Coreia do Norte.
Ela declarou que o regime norte-coreano atua como um inimigo interno quando rouba informações corporativas e dados sensíveis de negócios americanos. O FBI reforçou o alerta para empresas que contratam equipes remotas.
Roman Rozhavsky, diretor assistente de contraespionagem, disse que a agência vai perseguir qualquer indivíduo que ajude a fraudar a economia americana.
James Barnacle, chefe do FBI em Nova York, classificou a operação como uma porta dos fundos clandestina para o mercado de trabalho do país.
A queda do esquema começou em maio de 2024. O Departamento de Justiça confiscou o domínio do site e desviou o tráfego para os servidores do FBI.
Autoridades da Polônia prenderam Didenko e extraditaram o réu para os Estados Unidos no último dia de 2024. Além dos cinco anos de prisão, ele cumprirá 12 meses de liberdade supervisionada.
Fonte: Justiça condena à prisão ucraniano que infiltrou hackers da C 

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