A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (MSV, esquerda), afirmou na 2ª feira (23.fev.2026) que o país está de “braços abertos” para receber quem quiser voltar sob a lei de anistia aprovada na última 5ª feira (19.fev).
“As portas da Venezuela, os braços do povo venezuelano estão abertos para aqueles que desejam retornar neste processo de cura do ódio”, disse Rodríguez em um pronunciamento, segundo a AFP. Ela assumiu a presidência depois da queda de Nicolás Maduro em 3 de janeiro.
Cerca de 7 milhões de venezuelanos fugiram do país nos últimos anos por causa das crises política e econômica, incluindo muitos líderes da oposição que vivem no exílio.
Rodríguez se reuniu na 2ª feira (23.fev) no Palácio de Miraflores, em Caracas, com vítimas de violência política para apresentar um “programa de convivência nacional”. Disse que o perdão deve ser compreendido como um ato pessoal fundamental para a construção da paz, não apenas como uma obrigação legal.
A presidente interina afirmou que é necessário evitar que o sofrimento das vítimas se transforme em obstáculo para o desenvolvimento nacional. Segundo ela, a consolidação da paz requer a participação ativa das pessoas afetadas pela violência política.
“Um ser humano não pode estar tomado pelo ódio”, afirmou Rodríguez durante o encontro, reconhecendo deficiências históricas no sistema judicial venezuelano.
Segundo Rodríguez, o programa busca a reconciliação e o compromisso de não repetição dos atos de violência política. A iniciativa visa a proteger o futuro das próximas gerações venezuelanas. O governo, no entanto, não divulgou detalhes sobre o número de vítimas que já aderiram ao programa.
A líder interina também falou da importância da soberania nacional diante das tentativas externas de desestabilização. Afirmou ainda que a diplomacia e a cooperação econômica são os pilares para impulsionar o desenvolvimento do país.
“Qualquer um que tente sabotar esse processo e impedir a cura da Venezuela encontrará a vontade inabalável de um país pela paz, soberania, independência e liberdade”, declarou.
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