Caso foi reaberto a pedido da Procuradoria-Geral de Justiça, que apontou necessidade de prosseguimento das investigações; MP afirma que desvios chegam a R$ 1,7 Caso foi reaberto a pedido da Procuradoria-Geral de Justiça, que apontou necessidade de prosseguimento das investigações; MP afirma que desvios chegam a R$ 1,7

MP-RJ reabre investigação contra Carlos Bolsonaro por rachadinha

2026/02/25 11:01
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O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) decidiu reabrir uma investigação contra o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL) por suposta prática de “rachadinha” durante seu mandato na Câmara Municipal da capital fluminense. 

O caso, que havia sido arquivado pelo próprio MP em 2024, será reaberto depois da elaboração de um parecer da assessoria criminal da PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça) que apontou a necessidade de prosseguimento das investigações.

Em 9 de fevereiro, o subprocurador-geral de Justiça de Atribuição Originária, Marcelo Pereira Marques, rejeitou o arquivamento por considerar a medida prematura e enviou o processo para análise da 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada.

Segundo o MP, a decisão de solicitar novas investigações na 1ª Instância judicial levou em consideração a “inexistência de prerrogativa de foro em razão do cargo de vereador”.

A denúncia feita contra Carlos aponta para a existência de um esquema de corrupção no gabinete do ex-vereador de 2005 a 2021. A prática da “rachadinha”, supostamente organizada pelo filho 02 de Jair Bolsonaro, consiste em desviar parte dos salários de funcionários de um gabinete legislativo. As investigações do MP afirmam que houve desvios de R$ 1,7 milhão. 

Teriam participado do esquema Carlos e outros 25 funcionários, dentre eles sua ex-madrasta, Ana Cristina Siqueira Valle, e o chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes, que, segundo o que concluiu o MP, seria o responsável por nomear funcionários que depois repassariam parte de seus salários para ele próprio.

Em dezembro de 2025, Carlos renunciou ao cargo na Câmara do Rio para concorrer ao Senado por Santa Catarina. Ele atuava como vereador desde 2000 e estava em seu 7º mandato seguido.

Segundo a GloboNews, a PGJ avaliou que o arquivamento da ação realizado em 2024 desconsiderou provas que haviam sido reunidas contra o ex-vereador. À época, o MP avaliou que não havia indícios suficientes para acusar Carlos por rachadinha. 

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