O Ibovespa já subiu quase 40% nos últimos seis meses – mas ainda pode ir além, agora impulsionado pelo ‘HALO trade’. O novo acrônimo que caiu na boca dos investO Ibovespa já subiu quase 40% nos últimos seis meses – mas ainda pode ir além, agora impulsionado pelo ‘HALO trade’. O novo acrônimo que caiu na boca dos invest

As ações brasileiras que devem ganhar com o ‘HALO trade’

2026/02/26 08:59
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O Ibovespa já subiu quase 40% nos últimos seis meses – mas ainda pode ir além, agora impulsionado pelo ‘HALO trade’.

O novo acrônimo que caiu na boca dos investidores não tem nada a ver com o hit de Beyoncé – é apenas a sigla para Heavy Assets, Low Obsolescence.

Em outras palavras: trata-se de uma estratégia defensiva que marca uma rotação do ‘digital’ para o ‘físico’, privilegiando ações de utilities, energia e ativos mais protegidos contra o impacto da inteligência artificial.

Para identificar quais papéis brasileiros podem sair ganhando com essa rotação, a head de pesquisa e estratégia do Santander, Aline Cardoso, construiu um ranking tendo como base quatro pilares: (1) ativos físicos e escassos, (2) vulnerabilidade à AI, (3) risco de desintermediação por causa das novas tecnologias e (4) proteção regulatória.

Neste funil, ficaram no topo do ranking três empresas: Axia, Copasa e Orizon. Logo na sequência aparecem Brava Energia e PRIO.  

Na ‘cesta HALO’ de dez papéis sugeridos pelo Santander, estão ainda Cyrela, Direcional, Vivo, Aura Minerals e Vale.

A análise detalhada está em um relatório que acaba de ser publicado pelo banco.

Segundo Aline, as empresas boring, donas de ativos físicos escassos e concessões em mercados regulados – onde costuma haver menos inovação – negociavam antes da pandemia com um desconto ao redor de 20% em relação às companhias tecnológicas de alto crescimento. No pós-pandemia, o desconto chegou a ficar ao redor de 50%, mas agora caiu para perto de 35%.

“O que os investidores estão questionando é se deveriam pagar prêmios tão elevados para empresas que não sabemos se continuarão crescendo no futuro – e se o negócio dela pode morrer daqui a alguns anos,” Aline disse ao Brazil Journal.

“O HALO é um trade defensivo, que busca proteção, mas também uma estratégia que favorece o que a gente chama de picks and shovels [picaretas e pás] – as empresas que oferecem infraestrutura, energia, metais, semicondutores para a expansão da inteligência artificial,” disse a estrategista.

Ela também usou os quatro parâmetros para identificar os índices internacionais de ações mais e menos vulneráveis à transformação tecnológica.

Mercados com maior exposição a setores caracterizados por ativos tangíveis e infraestrutura regulada tendem a ficar melhor no ranking do HALO, diz o relatório. Índices fortemente concentrados em software e de baixa intensidade de capital físico tendem a ter pontuações mais baixas.

Colocando isso no filtro, o Ibovespa aparece em segundo no ranking, ao lado do MSCI Korea e pouco à frente do MSCI Mexico e MSCI Brazil. No topo está o MSCI Taiwan. Já os mais ‘vulneráveis’ são MSCI China, S&P 500 e MSCI India.

De acordo com Aline, os países que estão performando melhor este ano são justamente Taiwan, Coréia do Sul e México. Isso mostra que a rotação recente não se resumiu a uma fuga indiscriminada do dólar ou de negócios mais ameaçados pela AI: o fluxo privilegiou papéis e países mais propensos a saírem ganhando com o HALO.

“A rotação está acontecendo também dentro dos próprios mercados emergentes,” disse Aline.

Para a estrategista do Santander, o que ocorre não é um ‘êxodo’ dos papéis de growth, mas uma ‘recalibragem’. “A diferenciação dentro do setor de tecnologia está se espalhando para os setores cíclicos e de ativos físicos mais rapidamente do que muitos previam.”

Como lembra o relatório, a AI ‘devora’ recursos físicos – cobre, petróleo, infraestrutura de redes elétricas. “Os mercados emergentes produzem esses recursos. Em um mundo onde os data centers consomem muita eletricidade e a eletrificação se acelera, os insumos físicos importam. Isso altera sutilmente o cenário.”

De acordo com o relatório, o risco mais significativo para a estratégia HALO é se a AI se provar um fator determinante no aumento de produtividade – em vez de na destruição de margens.

Neste cenário, “o capital provavelmente retornará para ações de crescimento, de software e semicondutores, reduzindo o apelo relativo de ativos defensivos.”

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