A inflação ao produtor dos Estados Unidos, medida pelo índice de preços ao produtor (PPI), subiu 0,5% de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Departamento do Trabalho. Na comparação anual, o PPI avançou 2,9% em janeiro.
O resultado veio acima das estimativas de analistas consultados pela FactSet, que projetavam altas de 0,3% no mês e de 1,6% em 12 meses.
O núcleo do PPI — que exclui itens voláteis como alimentos e energia — subiu 0,8% em janeiro na comparação mensal. Na base anual, o núcleo avançou 3,6%. As projeções eram de alta de 0,3% no mês e de 2% em 12 meses.
Em dezembro, também havia subido 0,5% na base mensal, com avanço anual de 3%. Já o núcleo havia subido 0,7% na margem e 3,3% em termos anuais.
Após a divulgação, o mercado manteve a expectativa de que a retomada do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) comece em junho. Por volta das 11h (horário de Brasília), a probabilidade estava em 51,5%, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.
A expectativa oscila entre junho e julho. Em ambos os casos, prevalece a projeção de corte de 25 pontos-base — equivalente a 0,25 ponto percentual.
Para a reunião de março, o mercado atribui 96,1% de probabilidade de manutenção dos juros.
A consultoria Capital Economics avaliou que a alta do PPI indica que a inflação elevada segue como ponto de atenção. Segundo a análise, parte do avanço de janeiro pode estar relacionada a tarifas.
O núcleo do PPI de bens subiu 0,7% na comparação mensal. Ao excluir comércio e transporte, os preços de outros serviços essenciais permaneceram inalterados.
Com base no PPI, a consultoria estima que o núcleo do PCE, medida de inflação preferida do Fed, deve subir 0,46% em janeiro na comparação mensal, com a taxa anual voltando a 3,1%.
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