Fernando Haddad (PT) afirmou nesta 2ª feira (2.mar.2026) que vai definir “um pouquinho mais para frente” se será candidato ao governo de São Paulo. O ministro da Fazenda afirmou ter “preocupações” e estar “atento aos riscos” no cenário eleitoral de 2026. A decisão, disse, depende de conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) marcada para a 3ª feira (3.mar.2026).
“Até hoje, tem tido muita conversa, boa conversa, mas nós vamos tomar uma decisão um pouquinho mais para frente assim que houver essa reunião”, afirmou o ministro antes de uma Aula Magna na FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo).
Haddad disse estar analisando os cenários e as possibilidades das eleições deste ano. O ministro declarou anteriormente não querer ser candidato.
“Estou analisando os cenários, o quadro. Evidentemente que eu tenho as minhas preocupações com o país onde eu moro. E nós estamos sempre atentos. Para os riscos e para as possibilidades”, disse o ministro da Fazenda.
Haddad afirmou que ainda é cedo para analisar pesquisas eleitorais, mesmo com o crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nos levantamentos. Segundo ele, as candidaturas só começarão a se firmar a partir de abril, quando os brasileiros estarão mais focados nas eleições.
“Eu não conversei com ninguém sobre pesquisa, até porque considero muito prematuro analisar esse tipo de dado a esta altura do campeonato”, disse Haddad, afirmando que o presidente Lula tem vantagens por apresentar resultados concretos em programas sociais e emprego.
O PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm interesse que Haddad seja candidato ao governo de São Paulo.
Haddad deixará o Ministério da Fazenda, mas ainda não há uma data definida para isso. O ministro afirmou, em 10 de fevereiro, que recebeu novas demandas do presidente antes de eventual saída. Assim, permanecerá no cargo até decisão de Lula. O prazo de desincompatibilização é até 4 de abril para concorrer a algum cargo nas eleições.
O ministro da Fazenda e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) são cotados dentro do PT para disputar o governo de São Paulo. Haddad já disse diversas vezes que não pretende ser candidato. Prefere ajudar na campanha de Lula. Na 5ª feira (26.fev), negou informações publicadas pela imprensa de que ele teria sido convencido pelo presidente a disputar o governo paulista.
Haddad disse na 6ª feira (27.fev.2026) que deve se reunir com Lula e com Alckmin na 3ª feira (3.mar.2026) para discutir a estratégia eleitoral em São Paulo. O presidente estará na cidade de São Paulo na 3ª feira e participará da 2ª Conferência Nacional do Trabalho, no Teatro Celso Furtado, no Centro de Convenções Anhembi.
No entorno do governo, há avaliação de que a ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (MDB) pode disputar o Senado por São Paulo. Para isso, precisa transferir o domicílio eleitoral até 4 de abril. Dentro do PT, a chapa Marina Silva, ministra de Meio Ambiente, e Tebet para o Senado de São Paulo é descrita como ideal.


