Associação diz que segurar preços abaixo da paridade pode gerar prejuízos e pressionar inflaçãoAssociação diz que segurar preços abaixo da paridade pode gerar prejuízos e pressionar inflação

Refina Brasil cobra reajuste da Petrobras com alta do petróleo

2026/03/04 01:29
Leu 2 min
Para enviar feedbacks ou expressar preocupações a respeito deste conteúdo, contate-nos em [email protected]

O presidente do Refina Brasil (Associação Brasileira dos Refinadores Privados), Evaristo Pinheiro, afirmou nesta 3ª feira (3.mar.2026) que a alta do petróleo no mercado internacional deve levar a Petrobras a reajustar os preços dos combustíveis no Brasil. Segundo ele, manter valores abaixo da paridade internacional pode gerar prejuízos à estatal e às refinarias privadas.

O executivo afirma ser necessário que a companhia mantenha os preços alinhados ao PPI (Preço de Paridade de Importação) –política encerrada em 2023 que alinhava o valor dos combustíveis no Brasil (gasolina e diesel) aos preços do mercado internacional. Segundo ele, vender combustíveis abaixo desse parâmetro pode comprometer as margens da estatal.

“O maior preço do barril do petróleo obrigará a Petrobras a reajustar seus preços. Caso contrário, haverá um grande problema. Com a política de preço da Petrobras abaixo do PPI (preço de paridade internacional), a estatal está perdendo dinheiro e torrando recursos num ritmo muito acelerado”, afirmou em entrevista ao Poder360.  

A Petrobras ainda define os preços dos combustíveis com base em referências internacionais, câmbio, custos e condições de mercado, mas sem seguir uma regra automática atrelada ao PPI.

A declaração vem em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que impulsionaram o barril para acima de US$ 80 e ampliaram a volatilidade nos mercados globais. Para Pinheiro, o “efeito óbvio” da alta é a pressão inflacionária, já que gasolina e diesel impactam diretamente os custos de transporte e a cadeia de alimentos.

Pinheiro afirma que a prática de segurar reajustes já levou a perdas financeiras relevantes para a Petrobras. Além disso, argumenta que refinarias privadas acabam pressionadas a vender a preços menores para acompanhar a estatal, o que pode resultar em prejuízos para o setor independente.

“As refinarias independentes irão amargar prejuízos enormes por ter que vender a um preço menor do que o preço de mercado para acompanhar a Petrobras e, por consequência, acabar tendo prejuízos”, disse 

Este jornal digital também procurou, por e-mail, a Petrobras. Não houve resposta até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.

Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail [email protected] para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.