A WEG, que acaba de anunciar a construção de uma nova fábrica em Itajaí para produzir sistemas de armazenamento de energia com baterias, os “BESS”, está bastantA WEG, que acaba de anunciar a construção de uma nova fábrica em Itajaí para produzir sistemas de armazenamento de energia com baterias, os “BESS”, está bastant

WEG quer “encher a fábrica” com baterias. Negócio “pode ser maior que o solar”

2026/03/05 00:42
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A WEG, que acaba de anunciar a construção de uma nova fábrica em Itajaí para produzir sistemas de armazenamento de energia com baterias, os “BESS”, está bastante empolgada com as perspectivas do setor. 

A multinacional catarinense tem fechado diversos negócios para fornecer seus BESS a comércios e indústrias, e a grande aposta agora é o leilão organizado pelo Ministério de Minas e Energia – previsto para abril mas ainda sem edital – que vai viabilizar projetos maiores.

“Minha expectativa é que o leilão vai contratar 8 gigawatts/hora, ou seja, 2 GW de potência para 4 horas. Acho que isso é consenso do mercado. Eu quero pegar 2 GW/h nesse leilão, 25%. It’s enough, dá pra encher nossa fábrica,” Harry Schmelzer Neto, diretor de Solar, BESS e Building da WEG, disse ao Brazil Journal

Diversas empresas devem cadastrar projetos na licitação, incluindo grupos como AXIA Energia e ISA Energia. 

Do lado da indústria, a concorrência para fornecer os equipamentos será entre fabricantes locais, como a WEG e a Moura, e estrangeiros como a americana Tesla e as gigantes chinesas CATL, BYD e Huawei.

No mercado, muitos se questionam se a indústria brasileira conseguirá competir, principalmente com a China.

Mas a WEG não tem dúvidas.

“Nosso grande trunfo é o conteúdo local,” disse Harry.

Os clientes da WEG poderão financiar seus BESS com o BNDES, com linhas de crédito do Finame, acessando taxas de juros mais competitivas.

“Este é o ‘pulo do gato.’ Talvez com uma Selic a 8%-9%, não mudasse tanto, mas a 14%-15%, muda o jogo”, disse o executivo. 

Segundo Harry, “tem uma fila” de empresas negociando orçamentos com a WEG e até disputando sua capacidade fabril. 

A própria WEG obteve R$ 280 milhões do BNDES para a produção dos BESS em Itajaí, dentro da linha “Mais Inovação” do banco, com financiamentos subsidiados.

A fábrica estará “a todo vapor” até o terceiro tri de 2027, o que permitirá atender os vencedores do leilão, que deve fechar contratos com início de suprimento em agosto de 2028.

Mesmo antes, a WEG poderá entregar sistemas de baterias com financiamento pelo Finame, devido a um acordo de “nacionalização progressiva” com o BNDES. 

O leilão permitirá à unidade de BESS da WEG “mudar de patamar,” mas o segmento está deslanchando independentemente disso, inclusive com diversos contratos no exterior, disse Harry. 

“Eu acho que o BESS vai ser ainda maior que o negócio de solar para a WEG.” 

Entre seus projetos pioneiros, a empresa está montando um sistema que combina geração solar com baterias para atender à ilha Fernando de Noronha (PE) usando somente energia renovável – um dos maiores sistemas de microgrids do mundo.

A companhia também instalou seus BESS junto a garagens de ônibus elétricos em São Paulo, para permitir a recarga simultânea de mais veículos sem sobrecarregar a rede elétrica. 

A WEG ainda tem oferecido seus BESS em mercados como Colômbia, México, África do Sul e até Finlândia; e fechou vendas nos EUA, além de contratos para instalar microgrids com baterias na Austrália e Porto Rico. 

“Estamos trabalhando em nível global. Conseguimos usar basicamente os escritórios do mundo inteiro.”

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