A China definiu nesta 4ª feira (4.mar.2026) sua meta de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) “entre 4,5% e 5%” para 2026. A meta é menor do que o patamar que a 2ª maior economia do mundo adotou nos últimos anos de crescer “em torno de 5%”.
Embora seja uma diferença sensível, a redução na expectativa de crescimento mostra que a China se prepara para um ano mais turbulento do que os anteriores. Pesam sobre o país os contextos geopolíticos como a disputa tarifária com os Estados Unidos e os conflitos globais que envolvem parceiros estratégicos da China como a Rússia e o Irã.
Como 2ª maior economia global, as metas de crescimento da China ecoam nas projeções de outros países e de grandes conglomerados empresariais. Quando a China aceita crescer menos, o mundo tende a desacelerar com ela.
O anúncio da meta de crescimento foi feito pelo primeiro-ministro da China, Li Qiang (Partido Comunista da China) em discurso na abertura do encontro anual da APN (Assembleia Popular Nacional). O presidente Xi Jinping acompanhou a leitura do discurso sentado no Grande Salão do Povo.
Segundo Qiang, a meta estabelecida pelo Partido Comunista da China atende aos objetivos estipulados pela China para os próximos 10 anos. O primeiro-ministro disse que há espaço para revisões das metas de crescimento econômico.
“A meta de crescimento do PIB está bem alinhada com nossos objetivos de longo prazo até o ano de 2035 e em grande parte em consonância com o potencial de crescimento de longo prazo da economia chinesa”, declarou o primeiro-ministro.
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