A Embraer (EMBJ3) encerrou 2025 com a maior receita anual de sua história, impulsionada pela alta demanda por jatos comerciais e crescimento das entregas ao longo do ano. No total, a empresa registrou receita de US$ 7,6 bilhões no ano, equivalente a R$ 41,9 bilhões.
O resultado também representa crescimento de 19% em relação a 2024, quando a companhia havia registrado receita de R$ 35,4 bilhões. De acordo com a empresa, trata-se do maior nível anual de receita já alcançado.
Segundo a companhia, todas as unidades de negócios apresentaram avanço nas receitas em 2025. Os principais destaques foram as áreas de Defesa & Segurança, Aviação Executiva e Serviços & Suporte, que cresceram 36%, 24% e 21%, respectivamente, na comparação com o ano anterior.
Apesar do recorde de receita e sob os efeitos das tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre o lucro da empresa, às 12h50 (horário de Brasília), as ações da Embraer (EMBJ3) registravam forte queda de 7,35%, negociadas a R$ 80,75 na B3.
No quarto trimestre de 2025, a receita líquida da Embraer somou R$ 14,34 bilhões; valor que representa crescimento de 4,3% na comparação com o mesmo período de 2024.
O resultado veio apesar de uma redução no investimento ano a ano. No 4º trimestre, a companhia investiu R$ 479,5 milhões, abaixo dos R$ 611,2 milhões aplicados no quarto trimestre de 2024.
A Embraer entregou 91 aeronaves no quarto trimestre de 2025, incluindo 32 jatos comerciais, sendo 18 da família E2 e 14 da família E1.
No mesmo período, foram entregues 53 jatos executivos, sendo 28 leves e 25 médios, além de seis aeronaves do segmento de defesa: duas KC-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucano.
No acumulado de 2025, a companhia entregou 244 aeronaves, número 18% superior ao registrado em 2024, quando foram entregues 206 aviões.
As entregas do ano incluíram: 78 jatos comerciais (44 E2 e 34 E1), 155 jatos executivos (86 leves e 69 médios) e 11 aeronaves de Defesa & Segurança, sendo 3 KC-390 Millennium e 8 A-29 Super Tucano.
Apesar da expansão da receita, o lucro líquido ajustado da companhia caiu em 2025. A Embraer registrou lucro de US$ 253 milhões, equivalente a R$ 1,4 bilhão, queda de 45% em relação ao ano anterior.
Segundo a empresa, o principal impacto sobre o resultado veio das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.
O quarto trimestre de 2025 também já mostrava o impacto das tarifas comerciais: o lucro líquido ajustado foi de R$ 832 milhões no período, 20,4% menor que o registrado no mesmo intervalo de 2024.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado — indicador utilizado para medir o desempenho operacional das empresas — totalizou R$ 1,612,7 bilhão no quarto trimestre, recuo de 17,2% na comparação anual.
A margem Ebitda ajustada ficou em 11,2% entre outubro e dezembro de 2025, redução de 3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.
Por outro lado, o lucro líquido atribuível aos acionistas da companhia somou R$ 447,5 milhões no trimestre, alta de 69,3%.
O fluxo de caixa livre ajustado da Embraer foi de R$ 4 bilhões no 4º trimestre de 2025 e de R$ 2,3 bilhões no acumulado do ano. Segundo a empresa, o resultado foi influenciado pelo maior resultado operacional, com aumento no número de entregas de aeronaves, além do forte desempenho de vendas.
A companhia também registrou avanço nos adiantamentos de clientes, classificados como passivos de contrato no balanço.
Ao final de dezembro de 2025, a Embraer registrava caixa líquido de R$ 1,765 bilhão, aumento de R$ 1,393 bilhão em relação ao mesmo período de 2024.
A margem EBIT ajustada, que mede o lucro operacional antes das despesas financeiras e dos impostos, foi de 8,7% em 2025.
Já o fluxo de caixa livre ajustado da companhia, desconsiderando a Eve, empresa que desenvolve veículos elétricos de decolagem e pouso vertical, superou US$ 491 milhões, o equivalente a R$ 2,3 bilhões.
Para este ano, a Embraer projeta aumento nas entregas de aeronaves comerciais, com estimativa entre 80 e 85 jatos, número superior aos 78 entregues em 2025.
Na aviação executiva, a projeção é entregar entre 160 e 170 aeronaves, acima das 155 entregas registradas no ano passado.
A companhia também estima receita entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões em 2026, incluisive margem EBIT ajustada entre 8,7% e 9,3% e fluxo de caixa livre ajustado (sem considerar a Eve) de US$ 200 milhões ou mais no período.
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