A Alpargatas (ALPA4), dona da Havaianas, registrou lucro líquido de R$ 197,3 milhões no quarto trimestre de 2025, alta expressiva de 9.295% sobre os R$ 2,1 milhões arrecadados no mesmo período de 2024. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (5) após o fechamento do mercado.
O Ebitda ajustado (mede a geração de caixa operacional das empresas, sem efeitos financeiros e contábeis) alcançou R$ 211,2 milhões no quarto trimestre, alta de 486,9% em relação ao mesmo período de 2024.
A margem Ebitda ajustada, que representa a proporção do Ebitda em relação à receita líquida, subiu 13,6 pontos percentuais e ficou em 16,8% no trimestre.
A receita líquida somou R$ 1,255 bilhão entre outubro e dezembro, crescimento de 11,8% na comparação com o mesmo trimestre de 2024. O resultado financeiro somou R$ 8,8 milhões no período, queda de 54% em relação ao quarto trimestre do ano anterior.
A dívida líquida da companhia encerrou 2025 em R$ 664,9 milhões. No mesmo período de 2024, o indicador era negativo em R$ 121,8 milhões, o que indicava que a empresa tinha mais caixa e aplicações financeiras do que dívidas.
A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, ficou em 0,8 vez no fim de 2025, ante -0,3 vez um ano antes.
Em 2025, o lucro líquido da companhia totalizou R$ 567,9 milhões, avanço de 428,8% em relação a 2024.
A receita líquida anual atingiu R$ 4,564 bilhões, crescimento de 11,1% na comparação com o ano anterior. O Ebitda ajustado somou R$ 865,5 milhões em 2025, alta de 145,5% em relação a 2024.
Segundo a companhia, o desempenho refletiu crescimento nas operações internacionais, maior rentabilidade na Europa, avanços relacionados à transição do modelo de negócios nos Estados Unidos e ganhos de eficiência na operação brasileira.
No resultado financeiro anual, o indicador ficou negativo em R$ 37,1 milhões, revertendo o resultado positivo de R$ 12,3 milhões registrado em 2024.
Em relatório, o Citi avaliou que os resultados da companhia no quarto trimestre foram mistos. A receita líquida avançou 12% na comparação anual e ficou cerca de 3% acima das estimativas da instituição financeira, impulsionada principalmente pelas operações internacionais, com crescimento de volumes superior a 80%.
No Brasil, o desempenho foi próximo ao esperado, com volumes cerca de 2% abaixo das projeções do Citi. Os analistas destacaram que houve aceleração nas vendas, que cresceram 8% no período.
A margem bruta também foi citada no relatório. No Brasil, o indicador ficou em 50,9%, enquanto nas operações internacionais alcançou 46,8%.
O Citi mantém recomendação de compra para as ações da Alpargatas, com preço-alvo de R$ 13. Esse valor representa potencial de queda de cerca de 1% em relação ao preço de fechamento do papel no pregão anterior.
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