A presidente da Petrobras, , afirmou nesta 6ª feira (6.mar.2026) que a companhia tentará evitar o repasse imediato das oscilações do preço do petróleo no mercado internacional aos consumidores brasileiros. Segundo ela, a estratégia é reduzir os efeitos da volatilidade sobre os combustíveis no país.
“Estamos vivendo um momento de alta instabilidade geopolítica no qual nossa preocupação é deixar a empresa preparada para qualquer cenário que ocorra no preço do petróleo. Se for US$ 85 ou US$ 55 temos que estar preparados. Nossa política segue sólida. Observamos as paridades internacionais de petróleo sem repassar as volatilidades para o mercado interno”, afirmou durante a conferência com analistas sobre os resultados financeiros de 2025 da estatal.
A restrição na passagem de navios no Estreito de Ormuz –por ameaça de ataques a navios que passam pela região– fez com que o escoamento de cerca de 20% do óleo comercializado em todo o mundo fosse represado. A incerteza sobre o abastecimento pressiona as cotações para cima. O preço do petróleo tem sido pressionado pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Alcançou US$ 90 por volta das 13h desta 6ª feira (6.mar).
Segundo Chambriard, a política comercial da Petrobras busca acompanhar as referências internacionais, mas sem repassar imediatamente oscilações bruscas ao mercado interno e, mesmo que ainda não é possível ter certeza do destino dos conflitos no Oriente Médio, uma alta mais duradoura no preço do petróleo poderá exigir ajustes mais rápidos por parte da empresa. “Se essa subida for consistente, ela exigirá respostas mais rápidas”, disse.
Grandes empresas do setor logístico, como a Maersk, já anunciaram a suspensão do trânsito de seus navios pela região até novo aviso, citando riscos à segurança. Seguradoras marítimas já interromperam coberturas para viagens na área, ampliando a pressão sobre o comércio global de energia.
O preço do petróleo seguia trajetória de queda justamente pela maior disponibilidade do produto no mercado. O aumento tem impacto direto na inflação global. O óleo é a matéria-prima de centenas de produtos, em especial na produção de combustíveis como gasolina e diesel.
Com a escalada dos conflitos, a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) decidiu no domingo (1º.mar) aumentar a produção de petróleo em 206 mil barris por dia a partir de abril de 2026.
O acréscimo retoma a estratégia de aumentos graduais interrompida no início de 2026. No 4º trimestre de 2025, a aliança havia elevado a oferta em 137 mil barris por dia.
O comunicado oficial reafirmou que a devolução total dos cortes será gradual e condicionada às condições de mercado, com plena flexibilidade para pausar ou reverter o processo caso a estabilidade do setor seja ameaçada.
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