O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará seu 1º pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no domingo (8.mar.2026). Será neste sábado (7.mar.2026), às 20h30.
A convocação foi publicada pela EBC nesta 5ª feira (6.mar.2026). A transmissão terá 6 minutos de duração. Lula gravou o pronunciamento na manhã de 5ª feira (5.mar.2026) ao lado do ministro da Secom, Sidônio Palmeira, no Palácio do Alvorada.
Lula não discursou em rede nacional no 8 de Março neste mandato. Eis como o Governo federal agiu nos anos anteriores, segundo levantamento do Poder360:
As mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro, segundo dados mais recentes do TSE. São mais de 81,8 milhões de eleitoras. Trata-se do maior grupo do eleitorado nacional, e seu peso nas urnas tende a ser decisivo na disputa presidencial de 2026.
Lula tem mudado o discurso em relação às mulheres. Declarações feitas pelo petista já viraram polêmicas no passado. Em abril de 2025, por exemplo, chamou a diretora do FMI, Kristalina Georgieva, de “mulherzinha“. Em março, disse que nomeou “uma mulher bonita“, Gleisi Hoffmann, para melhorar relação com o Congresso.
Desde o início do ano eleitoral, o presidente os acenos ao público feminino. Em 4 de fevereiro, o presidente lançou o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio no Palácio do Planalto. A iniciativa foi articulada pela primeira-dama Janja da Silva e assinada pelos representantes dos Três Poderes.
Na cerimônia, Lula afirmou que a sociedade não pode se omitir diante da violência contra a mulher. O presidente tem adotado um discurso crescentemente enfático no tema. Integrantes do governo relatam que a mudança de tom veio depois de pedidos diretos de Janja para que o assunto ganhasse centralidade na agenda presidencial.
Para a campanha de reeleição, Lula pretende enfatizar o compromisso com o combate à violência contra a mulher como um dos pilares centrais do discurso. Pesquisas do Poder Monitor indicam que ele tem desempenho melhor entre mulheres do que entre homens quando testado em cenários eleitorais.
O pacto formaliza compromissos institucionais entre Executivo, Legislativo e Judiciário para enfrentar a violência letal contra mulheres, com 14 ações prioritárias definidas por um grupo interministerial. As medidas incluem a criação de novas Casas da Mulher Brasileira e a previsão de 4,7 milhões de atendimentos psicológicos para vítimas de violência em 2026.
A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) foi procurada sobre o assunto. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.


