A Ruta 23 na Argentina é uma das estradas mais deslumbrantes da Patagônia, cortando 600 km entre picos nevados e lagos glaciais. Inaugurada em sua forma moderna em 1986, ela conecta o oceano Atlântico à Cordilheira dos Andes.
O trajeto oferece uma transição fascinante entre a estepa patagônica árida e as florestas úmidas dos Andes. À medida que o motorista avança para o oeste, o horizonte é dominado por montanhas colossais e espelhos d’água de azul profundo, como o Lago Nahuel Huapi.
A estrada é famosa por sua solidão e pela pureza do ar, proporcionando uma experiência de direção meditativa. É comum avistar condores e guanacos ao longo das encostas, tornando a viagem um safári fotográfico constante em um dos cenários mais preservados do mundo.
Percurso da rodovia argentina atravessando as paisagens geladas dos Andes patagônicos – Créditos: depositphotos.com / nmessana
O verão, de dezembro a março, oferece as melhores condições climáticas e estradas livres de gelo. Durante este período, as temperaturas são amenas e os dias são longos, permitindo aproveitar as paradas em mirantes e vilarejos com luz natural até tarde.
No inverno, a neve pode bloquear trechos da rodovia, exigindo o uso obrigatório de correntes nos pneus. Para informações atualizadas sobre a trafegabilidade, o portal oficial da Vialidad Nacional é a fonte de autoridade indispensável.
Para os entusiastas de viagens de moto e da paisagem patagônica, selecionamos o conteúdo do canal Penny Rider. No vídeo a seguir, a viajante compartilha sua jornada pela Ruta 23, explorando o trajeto entre Las Grutas e Valcheta, na província de Río Negro, Argentina, mostrando as curiosidades e o clima dos pequenos vilarejos locais
Existem pontos estratégicos onde a vista da Cordilheira é tão impactante que a parada torna-se obrigatória. Vilarejos como Dina Huapi oferecem estrutura básica de cafés e pousadas, servindo como base para quem deseja explorar as trilhas laterais.
A sinalização turística indica mirantes panorâmicos que revelam a magnitude dos glaciares distantes. Planejar paradas a cada 100 km ajuda a manter o foco na direção e garante que nenhum detalhe da geografia andina seja perdido durante o percurso.
Para o viajante que analisa diferentes itinerários na região, entender o perfil da rodovia ajuda a escolher o melhor trajeto. A comparação com rotas vizinhas revela por que este caminho é o preferido para quem busca paisagens de montanha.
Para auxiliar sua escolha de roteiro pela Patagônia, preparamos uma comparação técnica baseada no perfil de cada rodovia:
| Rodovia | Perfil Predominante | Atração Principal |
| Ruta 23 | Montanhoso e Glacial | Vistas diretas dos picos nevados e lagos |
| Ruta 40 | Estepa e Extensão | Cruzar o país de norte a sul pelos Andes |
| Ruta 3 | Litoral e Planície | Conexão com a Terra do Fogo e fauna marinha |
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Embora o asfalto seja de boa qualidade, os postos de combustível são escassos em determinados trechos da Ruta 23 na Argentina. É fundamental reabastecer sempre que encontrar uma estação, garantindo autonomia para os trechos de maior isolamento.
A manutenção preventiva do veículo é crucial, pois as distâncias entre oficinas especializadas são grandes. O respeito aos limites de velocidade é rigoroso, especialmente devido aos ventos laterais fortes que são característicos da região patagônica durante todo o ano.
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