O PL (Partido Liberal) propôs nesta 3ª feira (10.mar.2026) a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Legislativa do DF (Distrito Federal) para investigar operações entre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília). Bia Kicis, presidente do partido no DF, disse que a decisão foi tomada “por unanimidade” para que a CPI fosse proposta pelo PL. Leia a íntegra.
“Estamos assistindo a um mundo de perplexidade, com envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal em coisas absolutamente inimagináveis. Pessoas que até então eram tidas como defensoras da democracia estão se mostrando aquelas com maior nível de envolvimento”, declarou Kicis.
Também assinaram o documento os deputados distritais Thiago Manzoni (PL), Roosevelt Vilela (PSB) e Rogério Morro da Cruz (PMN), além de João Cardoso, recém-filiado ao PL.
Em coletiva de imprensa, Kicis afirmou que Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, também concorda com a proposta e que a decisão foi “partidária”, e não um “palanque político”.
Kicis disse que a investigação não envolve questões partidárias. “Assinei a CPMI do Banco Master, iniciativa do deputado Rodrigo Maia, porque não enxergamos isso como uma questão de colocação partidária ou ideológica. Queremos que a verdade venha à tona”, afirmou.
O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), é um dos alvos das investigações do caso Master, principalmente após um suposto contrato de seu escritório de advocacia com a Reag Investimentos, investigada por fraudes no mesmo caso.
Com o pedido de CPI por parte do PL, surgiram rumores de rompimento entre o partido e o governador. O PL, porém, afirmou ao Poder360 que essa não é a posição oficial da sigla. Segundo Manzoni, a principal preocupação do partido é que um eventual rombo causado pelo caso Master seja transferido para as contas públicas.


