Painel da B3 registra forte queda no início do pregão desta quinta-feira. (Fonte: Gemini)Ibovespa desce aos 179 mil pontos com IPCA de 0,70% e petróleo acima dePainel da B3 registra forte queda no início do pregão desta quinta-feira. (Fonte: Gemini)Ibovespa desce aos 179 mil pontos com IPCA de 0,70% e petróleo acima de

Ibovespa desaba 2% com inflação acima do teto e tensões no Irã

2026/03/12 23:55
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Painel eletrônico da bolsa de valores brasileira com setas vermelhas indicando queda.Painel da B3 registra forte queda no início do pregão desta quinta-feira. (Fonte: Gemini)

O Ibovespa registra forte queda superior a 2% no pregão desta quinta-feira (12), pressionado por uma combinação negativa de dados domésticos e instabilidade global. O mercado reage ao avanço do IPCA em fevereiro e à escalada militar no Oriente Médio, que impulsiona o preço do petróleo e gera aversão ao risco nos principais mercados internacionais.

Inflação no Brasil pressiona curva de juros

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,70% em fevereiro, aproximando-se do teto das projeções do mercado, que era de 0,72%. O número representa uma aceleração significativa em relação aos 0,33% apurados em janeiro.

Embora o acumulado em 12 meses tenha arrefecido para 3,81%, o dado mensal acima da mediana de 0,63% gera cautela sobre a condução da política monetária pelo Banco Central. Analistas apontam que a pressão inflacionária limita o espaço de atuação do Copom para o corte da taxa Selic na próxima semana. Atualmente, o mercado precifica uma redução de 0,25 ponto porcentual, o que levaria a taxa para 14,75% ao ano.

Crise no Oriente Médio e choque do petróleo

No cenário externo, o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel atingiu um novo patamar de tensão. Ataques iranianos contra infraestruturas petrolíferas no Golfo Pérsico fizeram o barril do tipo Brent atingir a máxima de US$ 101,59 durante a madrugada.

Mesmo com a liberação de reservas emergenciais pela Agência Internacional de Energia (AIE), a commodity segue em forte valorização, subindo cerca de 7% na manhã de hoje. A instabilidade energética global contamina as bolsas de Nova York, onde o Nasdaq recua mais de 1,3%.

Impacto nas ações e temporada de balanços

A queda do índice geral é acentuada pelo desempenho negativo de pesos-pesados e empresas que divulgaram resultados corporativos.

  • Educação: Yduqs (YDUQ3) desaba 14,50% e Cogna (COGN3) cai 7,23% após repercussão de balanços.
  • Petróleo e Energia: Apesar da alta da commodity, a Petrobras (PETR4) reduziu ganhos iniciais, operando com leve alta próxima a 0,7%, enquanto a Vibra (VBBR3) registra queda de 5,49%.
  • Mineração: A Vale (VALE3) recua 2,39%, ignorando a valorização de 1,34% do minério de ferro, acompanhando o mau humor generalizado com o setor metálico.

O governo federal deve anunciar ainda hoje medidas para conter o impacto da oscilação do diesel no mercado interno. A possibilidade de isenções fiscais gera preocupação adicional sobre o equilíbrio das contas públicas, aprofundando as perdas do Ibovespa.

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