Jensen Huang contracena com robô interpretando Olaf durante o evento GTC JOSH EDELSON / AFP via Getty Images) Todo mês de março, cerca de 30 mil pessoas, e Jensen Huang contracena com robô interpretando Olaf durante o evento GTC JOSH EDELSON / AFP via Getty Images) Todo mês de março, cerca de 30 mil pessoas, e

Nvidia anuncia lançamento de NemoClaw e de novos CPUs Vera Rubin e Croq, com foco na aceleração de respostas da IA

2026/03/17 07:28
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Jensen Huang contracena com robô interpretando Olaf durante o evento GTC — Foto: JOSH EDELSON / AFP via Getty Images) Jensen Huang contracena com robô interpretando Olaf durante o evento GTC — Foto: JOSH EDELSON / AFP via Getty Images)

Todo mês de março, cerca de 30 mil pessoas, entre CEOs, engenheiros de software, executivos, investidores e fundadores reúnem-se em San Jose, Califórnia, para tentar adivinhar qual novidade o mago dos processadores Jensen Huang vai tirar de sua cartola de IA. O keynote do CEO da Nvidia é a maior atração do evento conhecido como GTC, sigla para GPU Technology Conference (Conferência de Tecnologia de GPUs) - também chamado de "Superbowl da Tecnologia”, por seu tamanho e impacto: são mais de 30 mil participantes de 190 países, 2.000 palestrantes, 1.000 paineis, 400 exibidores e 240 startups.

Nesse cenário, Jensen Huang é a estrela máxima, claro. E por isso pode se dar ao luxo de entrar no palco do ginásio SAP Center (para 18 mil pessoas) com 20 minutos de atraso, fazer uma palestra de quase duas horas e meia repleta de explicações técnicas e deixar para anunciar todas as novidades nos últimos dez minutos. A boa notícia é que as novidades costumam ser impactantes, e desta vez não foi diferente.

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A maior surpresa da noite foi a maneira como Jensen Huang abraçou o fenômeno OpenClaw, que chamou de “renascimento do software”. “Pela primeira vez, o mundo tem um framework, um modelo para a construção de agentes. O OpenClaw abriu a próxima fronteira da IA ​​para todos e tornou-se o projeto de código aberto de crescimento mais rápido da história”, disse o CEO da Nvidia. “O Mac e o Windows são os sistemas operacionais para o computador pessoal. O OpenClaw é o sistema operacional para a IA pessoal.”

Lançada no final de 2025 pelo desenvolvedor austríaco Peter Steinberger - que se juntaria à OpenAI em fevereiro de 2026 -, a plataforma permite a qualquer um, ou a qualquer empresa, criar agentes de IA completamente autônomos. Esses agentes podem tomar conta de todos os aspectos de sua vida digital, incluindo receber e mandar e-mails e mensagens, escrever e editar documentos, reservar restaurantes e fazer operações financeiras.

Embora a plataforma tenha sido adotada com entusiasmo no Vale do Silício, também fez os especialistas em cibersegurança arrancarem os cabelos e acabou até mesmo sendo proibida em algumas empresas. Isso porque a fábrica de agentes juntava características que jamais poderiam estar reunidas no mesmo programa: acesso irrestrito a dados sensíveis (pessoais ou da empresa); capacidade de criar código de maneira autônoma; e comunicação livre com agentes externos. Um prato feito para os hackers de plantão.

Foi aí que Jensen Huang encontrou sua grande oportunidade. Em conversa com Steinberger, propôs a criação do NemoClaw, um software capaz de fazer essas vulnerabilidades desaparecerem. Ao ser adicionado à máquina, o programa confere segurança e privacidade para a execução dos agentes de IA autônomos - criados no OpenClaw ou em outras plataformas. Segundo a empresa, o NemoClaw fornece uma camada de infraestrutura ausente sob os *claws*, dando-lhes o acesso necessário para serem produtivos, ao mesmo tempo em que impõe salvaguardas de segurança.

A era da inferência

Jensen Huang fala para público de 18 mil pessoas no SAP Center, em San Jose, Califórnia — Foto: Benjamin Fanjoy/Getty Images Jensen Huang fala para público de 18 mil pessoas no SAP Center, em San Jose, Califórnia — Foto: Benjamin Fanjoy/Getty Images

A segunda revelação da noite foi antecipada por publicações como o Financial Times: o anúncio de novos processadores CPU, criados especialmente para acelerar as respostas de IA e, dessa maneira, reduzir os custos com energia para os data centers. Esses chips estariam focados em “inferência”, ou seja, na aceleração de respostas dos modelos de linguagem na ponta, e não no seu treinamento em data centers. Seriam também os primeiros processadores a surgir depois do acordo de US$ 20 bilhões firmado em dezembro para contratar os fundadores da Groq, uma startup que desenvolve “unidades de processamento de linguagem” ajustadas para respostas em alta velocidade a consultas complexas de IA.

Dito e feito: em seu keynote, Huang anunciou sete novos processadores da plataforma Vera Rubin, incluindo um CPU, e o Groq 3 LPX, otimizado para acelerar as respostas de modelos de linguagem com trilhões de parâmetros. A proposta é que a combinação entre o CPU Rubin e o LPX forneça o suporte perfeito para as demandas de baixa latência e grandes contextos dos sistemas agênticos, colaborando para acelerar a computação - e, dessa maneira, diminuir seus custos com energia. Projetados para operar em conjunto como um único supercomputador de IA, os chips impulsionam todas as fases da IA ​​— desde o pré-treinamento em escala massiva, o pós-treinamento e o escalonamento em tempo de teste, até a inferência agêntica em tempo real.

Segundo Huang, a ideia é que os novos chips forneçam a capacidade computacional, a rede e o design de sistemas necessários para que empresas como Anthropic e OpenAI possam seguir aprimorando seus modelos de IA de forma exponencial, com ganhos dramáticos de desempenho. “Nos últimos dois anos, a demanda computacional aumentou 10.000 vezes, e o uso computacional cresceu 1 milhão de vezes. Se a OpenAI e a Anthropic tivessem mais capacidade computacional, já teriam avançado muito mais. O momento chegou para mudar isso.”

Ao final da palestra, Jensen Huang assumiu seu lado showman, batendo papo com o personagem de Fronzen, Olaf, interpretado no palco por um robô, e cantando ao lado de robôs em um vídeo animado que resumia todos os temas do keynote.

*Marisa Adán Gil viajou a convite da empresa

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