Sanções atingem as públicas UFPA, UFMA, Unila e UFSB depois de resultados insatisfatórios no Enamed 2025; 53 privadas foram punidasSanções atingem as públicas UFPA, UFMA, Unila e UFSB depois de resultados insatisfatórios no Enamed 2025; 53 privadas foram punidas

Saiba quais são as universidades punidas por notas baixas em medicina

2026/03/18 15:00
Leu 4 min
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O Ministério da Educação determinou sanções contra 4 universidades federais depois de resultados insatisfatórios no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica de 2025. As portarias foram publicadas na 3ª feira (17.mar.2026) e punem os cursos de medicina de 4 instituições de ensino públicas: Universidade Federal do Pará, (UFPA), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), além de outras 53 instituições privadas. Eis a íntegra no Diário Oficial da União (PDF – 8,6 kB).

As graduações de medicina punidas foram aquelas que receberam conceitos 1 ou 2 em uma escala que vai até 5. As sanções variam conforme a nota e o percentual de concluintes considerados proficientes no exame. O Enamed, que teve 1ª edição no ano passado, define 60 pontos como o mínimo para atingir a proficiência.

A Universidade Federal do Pará recebeu o conceito 1 com proficiência dos concluintes de 30% a 40%. Foi a única instituição federal com sanções imediatas. O MEC determinou redução de 50% das vagas do curso de medicina. A universidade também teve suspensos os pedidos de aumento de vagas até o resultado do Enamed 2026.

As outras 3 universidades federais receberam conceito 2, com proficiência de 40% a 50%, e não receberam punições imediatas. O Ministério da Educação abriu processo de supervisão para a Universidade Federal do Maranhão, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana e a Universidade Federal do Sul da Bahia.

As instituições públicas terão 30 dias para apresentar defesa.

Cursos proibidos de matricular estudantes

Das 53 instituições privadas punidas, 7 cursos de medicina tiveram nota 1 com menos de 30% dos concluintes considerados proficientes. Essas graduações estão impedidas de aceitar novos alunos:

  • Universidade Estácio de Sá (Angra dos Reis-RJ), da Yduqs;
  • Unilago (São José do Rio Preto-SP);
  • Centro Universitário de Adamantina (Adamantina-SP);
  • Faculdade de Dracena (Dracena-SP);
  • Unifan (Aparecida de Goiânia-GO);
  • Faculdade Metropolitana de Porto Velho (Porto Velho-RO);
  • Uninorte (Rio Branco-AC).

Cursos com redução de 50% das vagas

Outros 12 cursos receberam nota 1 com proficiência entre 30% e 40% dos participantes e deverão reduzir pela metade o número de vagas:

  • Unipac (Juiz de Fora-MG);
  • Universidade Brasil (Fernandópolis-SP);
  • Universidade do Contestado (Mafra-SC);
  • Universidade de Mogi das Cruzes (Mogi das Cruzes-SP);
  • Universidade Nilton Lins (Manaus-AM);
  • Unicerrado (Goiatuba-GO);
  • Centro Universitário das Américas (São Paulo-SP);
  • Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (Vespasiano-MG);
  • Ceuni-Fametro (Manaus-AM);
  • São Leopoldo Mandic (Araras-SP);
  • Estácio (Jaraguá do Sul-SC), da Yduqs;
  • Faculdade Zarns (Itumbiara-GO), do fundo Mubadala.

Cursos com redução de 25% nas vagas

Outras 34 graduações receberam conceito 2, com 40% a 50% dos concluintes considerados proficientes. Essas instituições terão redução de 25% nas matrículas de medicina.

Entre elas estão:

  • Grupo Ânima Educação: Universidade Anhembi Morumbi;
  • Grupo Ser Educacional: Uninassau (unidades Barreiras-BA, Recife-PE e Vilhena-RO);
  • Grupo Afya: Unigranrio (Rio de Janeiro), unidades Porto Velho-RO e Itaperuna-RJ, Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba (João Pessoa-PB), Faculdade de Porto Nacional (TO), Faculdade de Ciências Médicas (Jaboatão dos Guararapes-PE) e Faculdade de Ciências Médicas (Santa Inês-MA);
  • Grupo Yduqs: Estácio (unidades Ribeirão Preto-SP, Alagoinhas-BA, Juazeiro-BA e Canindé-CE);
  • Grupo Cogna Educação: Unic (Cuiabá-MT);
  • Grupo Vitru Educação: Unicesumar (Corumbá-MT);
  • Outras instituições: Fafipe (Penápolis-SP), Universidade de Ribeirão Preto (Guarujá-SP), Universidade Iguaçu (Nova Iguaçu e Itaperuna-RJ), Universidade Santo Amaro (São Paulo), Universidade de Marília (Marília-SP), Universidade Paranaense (Umuarama-PR), Unifeso (Teresópolis-RJ), Unifunec (Santa Fé do Sul-SP), Centro Universitário Ingá (Maringá-PR), Famene (João Pessoa-PB), Atitus Educação (Passo Fundo-RS), FAMP (Mineiros-GO), UniFAMESC (Bom Jesus do Itabapoana-RJ), Faculdade de Medicina de Olinda (Olinda-PE) e Faculdade Atenas (Passos-MG).

Restrições a programas federais

Todos os cursos privados com conceitos 1 e 2 ficam impedidos de ampliar o número de vagas e de firmar novos contratos com o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Também perderam acesso ao ProUni (Programa Universidade para Todos).

As instituições terão 30 dias para apresentar recurso contra as medidas cautelares. As sanções permanecem válidas até a próxima edição do Enamed, projetada para outubro de 2026.

A ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) criticou as medidas. A organização afirmou que a aplicação padronizada de sanções sem critérios normativos específicos gera insegurança jurídica e compromete a previsibilidade regulatória do setor.

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