O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (19) em queda de 0,35%, aos 180.270 pontos. Durante a sessão, o índice oscilou cerca de 5 mil pontos entre a mínima, de 176.295 pontos, e a máxima (181.250).
Declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre a atuação conjunta com os Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz provocaram uma mudança rápida de direção nos mercados.
Além das declarações sobre o Estreito de Ormuz, Netanyahu afirmou que o Irã não teria mais capacidade de enriquecer urânio ou repor mísseis. Isso reforçou a percepção de que Estados Unidos e Israel podem estar próximos de encerrar a ofensiva.
Ainda assim, o premiê indicou que não há prazo definido para o fim do conflito, o que limitou o otimismo dos investidores.
O petróleo, que vinha pressionado pela guerra, chegou a cair com mais intensidade após as falas, mas reduziu o ritmo de queda ao longo da tarde. Também contribuiu para o movimento a expectativa de liberação de reservas estratégicas coordenadas pela Agência Internacional de Energia (AIE).
Em 2026, a Bolsa brasileira sobe 1,47% na semana, mas ainda recua 4,51% no mês. No ano, registra avanço de 11,88%.
Na B3, ações do setor financeiro inverteram o sinal ao longo da sessão e fecharam em alta, com variações entre +0,05% (Bradesco PN) e +1,15% (Santander Unit).
Já os papéis da Petrobras perderam força com a queda do petróleo e encerraram em baixa. As ações da estatal terminaram o dia em baixa de 0,12% (ON) e 0,47% (PN). A Vale (-0,65%) também recuou.
Entre as maiores altas do dia ficaram Hapvida (+14,98%), Natura (+4,28%) e Eneva (+3,90%). Já entre as quedas, ficaram Minerva (-10,70%), Brava (-4,33%) e Vamos (-2,87%).
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